Política

O que mostra a movimentação de Lula e Flávio nas últimas duas pesquisas presidenciais

As duas pesquisas presidenciais apresentadas nesta segunda-feira, 28, mostram uma movimentação favorável ao presidente Lula no primeiro turno, mas mantêm apertado o cenário de um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Para o cientista político e professor Rubens Figueiredo, que analisou os números no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o baixo percentual de indecisos pode ganhar importância justamente porque as variações entre os dois principais candidatos têm sido pequenas. (este texto é um resumo do vídeo acima)

No levantamento da Quaest apresentado no programa, Lula passou de 37% para 39%, enquanto Flávio foi de 33% para 34%. No segundo turno, ambos aparecem com 42%. A pesquisa, de número BR-06520/2026, ouviu 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Já no levantamento da BTG/Nexus, Lula registra 42% no primeiro turno e Flávio, 37%. Em uma simulação de segundo turno, os percentuais são de 46% e 44%, respectivamente, dentro da margem de erro de dois pontos. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro, com nível de confiança também de 95% e registro BR-07557/2026.

Qual é o peso dos indecisos?

Figueiredo chamou atenção especialmente para os eleitores que ainda não definiram o voto. Em um dos cenários de segundo turno apresentados pelo programa, eles representam 3% dos entrevistados. Embora seja um contingente pequeno em termos absolutos, o cientista político considera que ele ganha relevância diante da proximidade entre os candidatos.

Segundo Figueiredo, em “uma eleição muito acirrada”, marcada por resultados apertados e movimentações pequenas, esse grupo pode ter peso na definição do voto no segundo turno.

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A análise converge com um dos principais aspectos apontados por José Benedito da Silva, editor de política de VEJA, durante o programa: apesar da movimentação de Lula no primeiro turno, a distância permanece estreita nas simulações de segundo turno. José Benedito também destacou a estabilidade demonstrada por Flávio Bolsonaro mesmo após episódios desfavoráveis à sua campanha.

As medidas do governo explicam a movimentação?

Os levantamentos também abordaram a percepção dos eleitores sobre medidas recentes associadas ao governo Lula, entre elas o reajuste do Bolsa Família, o anúncio da distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS e a proibição das bets. Figueiredo, porém, fez uma ressalva sobre a interpretação dessas respostas.

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Para o cientista político, perguntas sobre benefícios com apelo direto ao eleitor tendem naturalmente a obter índices elevados de aprovação. “É óbvio que a população vai aprovar esse conjunto de bondades que estão acontecendo”, afirmou. Por isso, a aprovação dessas iniciativas não deve ser automaticamente confundida com intenção de voto.

O que limita um avanço maior dos candidatos?

Para Figueiredo, existe ainda um obstáculo importante a movimentos mais acentuados nas pesquisas: a rejeição. Segundo os números citados por ele no programa, os dois candidatos registram índices próximos, na faixa de 47% a 48%.

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Essa rejeição semelhante, na avaliação do cientista político, funciona como uma espécie de teto e dificulta uma ascensão expressiva de qualquer um dos lados. O cenário descrito pelas duas pesquisas, portanto, combina uma pequena movimentação de Lula no primeiro turno, estabilidade de Flávio e uma disputa que permanece apertada nas simulações de confronto direto.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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