Política

O último esforço de Flávio para atrair partido ligado à Universal para coligação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai fazer novas investidas para atrair o Republicanos para a coligação que encabeça à Presidência. O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, pedirão novas reuniões com o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que comanda o partido vinculado à Igreja Universal, na próxima semana. O esforço de Flávio a poucos dias da data limite para definição da chapa, no próximo dia 5, tem motivos: em um cenário em que pode ficar sem o apoio da federação União-PP, o senador precisa do acordo com o Republicanos para ter a economista Daniella Marques como sua vice. Além disso, sabe da necessidade do tempo de propaganda em rádio e TV que cabe às siglas aliadas.

Distante dos partidos do Centrão, Flávio se vê em julho deste ano, em um contexto desenhado em dezembro do ano passado. Na época, depois de ter sido escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas, o parlamentar viu as principais lideranças de Centro se afastarem, diante do lançamento do seu nome sem qualquer diálogo prévio com nomes com Pereira, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio de Rueda (União-RJ).

O PL realizará a convenção que vai oficializar o nome de Flávio como candidato ao Palácio do Planalto no próximo sábado (24), sem ter escolhido o vice. Enquanto faz novos acenos ao Republicanos e sonha ter Daniella Marques na vaga, Flávio precisou lidar com o desdém da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que negou qualquer possibilidade de ser a vice-candidata, de acordo com Valdemar Costa Neto.

Aos correligionários, Flávio externou que Daniella, além de ser associada ao economista Paulo Guedes, que foi ministro da Fazenda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), apresenta um perfil “mais combativo” do que o de Teresa Cristina.

Para o filho do ex-mandatário, o agro, que seria naturalmente atraído pela presença de Tereza Cristina na chapa, já está suficientemente consolidado em sua empreitada, o que não faria da presença da sua colega de Senado uma urgência. Daniella Marques, por outro lado, atrairia novos apoios do mercado financeiro.

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Para ser vice, entretanto, a legenda precisaria se coligar ao PL. Outra possibilidade, que seria uma uma migração partidária, também não é mais possível, já que o prazo para trocas de legendas expirou no dia 4 de abril.

Daniella é ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordena o núcleo de economia da pré-campanha. Na última semana, ela afirmou que o programa Brasil por Elas foi idealizado com base em indicadores sociais e econômicos sobre a realidade das mulheres.

O projeto voltado ao público feminino contém 12 medidas e foca em empreendedorismo e no apoio por meio de recursos de tecnologia, como o acesso à internet e uma IA voltada ao público feminino.

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Em uma manifestação tida como controversa, ela afirmou que mulheres não devem ser tratadas como vítimas.

“Mulheres não são vítimas da sociedade. São fortes, quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”.

Ela criticou o PT e afirmou que o partido “rotulou” a pauta.

“Não é. Somos iguais. Está na Bíblia: homens e mulheres são seres iguais perante a Deus e complementares em suas vocações”, acrescentou.

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