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Operação mira núcleo do CV que movimentou R$ 320 milhões em um ano em Goiás

DESTROYER

Chefão foragido foi preso após sair de casa noturna, em Goiânia. PC cumpriu 36 ordens judiciais

Policiais cumprindo mandados - (Foto: reprodução/PC)

Policiais cumprindo mandados – (Foto: reprodução/PC)

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Policiais civis foram às ruas nesta quinta-feira (9) em operação para desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho (CV), em Goiás. A ação, que faz parte da Operação Destroyer, prendeu 15 pessoas ligadas à facção carioca e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados no montante de R$ 160 milhões.

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Os investigados, de acordo com a PC, teriam movimentado R$ 320 milhões em pouco mais de um ano. Os alvos foram identificados durante investigação, que apontou um suposto integrante da alta cúpula da facção, responsável por coordenar a distribuição de entorpecentes para células do CV em Goiás, bem como três supostos operadores financeiros diretamente vinculados a essa liderança. O trio era encarregado de receber, movimentar e ocultar os recursos provenientes das atividades criminosas em contas bancárias pessoais. 

A análise do fluxo financeiro desses operadores revelou a existência de uma mega estrutura de lavagem de dinheiro, composta por ao menos sete empresas de fachada, que eram utilizadas para receber e movimentar os recursos ilícitos. As investigações apontam ainda a participação de uma fintech, formalmente vinculada ao chefão, que também teria sido utilizada para receber o montante proveniente do tráfico.

Chefão do CV

Durante as buscas, foram apreendidos veículos, drogas, computadores, aparelhos celulares e documentação. O investigado apontado chefão do CV, que possui condenações criminais que, somadas, ultrapassam 106 anos de pena pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo a banco e homicídio, foi preso na última sexta-feira (3), quando deixava uma conhecida casa noturna localizada no Setor Marista, em Goiânia.

Até o início de junho deste ano, ele cumpria pena em regime semiaberto com monitoramento eletrônico, após ter passado 14 anos no regime fechado em unidades prisionais goianas. Entretanto, o chefão rompeu a tornozeleira depois de ser alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em apoio à PCGO.

Na ocasião, ele foi flagrado em uma reunião estratégica da facção na cidade de Angra dos Reis, onde foi localizado em uma residência de alto padrão à beira mar na companhia de integrantes da organização criminosa. Outro investigado, de acordo com a PC, se encontra preso em Portugal desde fevereiro deste ano, após ser flagrado transportando entorpecentes no Aeroporto de Lisboa. Um terceiro investigado permanece foragido no país europeu.

Outras fases

A investida é um desdobramento da Operação Reincidentes, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC) em novembro do ano passado, que desmantelou uma célula do CV responsável pela comercialização de drogas e armas de fogo na região sul de Goiânia. Na época, 10 integrantes da facção criminosa foram presos.

Outros dois alvos da investigação morreram em confronto com as forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro em outubro do ano passado. As investigações demonstraram, ainda, que o foguetório simultâneo registrado no início de novembro em municípios goianos foi coordenado por integrantes do CV em homenagem aos criminosos mortos na ação policial.


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