Política

Os bastidores da segunda troca de marqueteiro da campanha de Flávio

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A avaliação de que o trabalho dos marqueteiros Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer estava muito aquém do esperado pelo comando da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levou à substituição da dupla por Duda Lima. Foi a segunda mudança em menos de três meses.

Pessoas ligadas ao antigo time relataram a VEJA que as peças publicitárias não vinham sendo aprovadas e que medidas básicas, como a definição de uma identidade visual, sequer eram tomadas. Outro erro apontado era a falta de uma estratégia clara para forjar a imagem do candidato, desgastado com o caso “Black Horse”.

A situação desagradava a militância mais aguerrida, que chegou a fazer críticas públicas ao trabalho, o que foi considerado como a gota d’água para a troca.

Coube a Rogério Marinho ouvir as reclamações de parte da equipe, que internamente considerava Oltramari confuso e Fischer um profissional afastado há dez anos do mercado, que não entendia de marketing digital. O senador pelo Rio Grande do Norte encaminhou a troca.

A escalação de Duda Lima, cujo nome já vinha circulando nos bastidores, encontrava resistência na família, principalmente por parte de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo, a dupla que se exilou nos Estados Unidos e mantém influência política à distância. O relacionamento havia se desgastado na eleição de Ricardo Nunes (MDB) à prefeitura de São Paulo, cuja estratégia coube a Lima.

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A avaliação que circulou pela cúpula da campanha, no entanto, foi resumida como “ruim com ele, pior sem ele”. Duda é visto como um publicitário que sabe traçar estratégia e principalmente se contrapor ao PT.

A praticamente dois meses do primeiro turno, o desafio segue sendo o mesmo: impedir que Flávio se desgaste ainda mais junto ao eleitorado e garantir sua ida para a etapa final contra o presidente Lula (PT).

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