Os gastos de Flávio Bolsonaro e Lula no universo digital

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Os dois candidatos à Presidência da República gastaram até agora mais de 10 milhões de reais com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, segundo os dados mais recentes fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) desembolsou cerca de 7,45 milhões de reais para turbinar publicações na internet, enquanto Lula, candidato à reeleição, investiu 2,59 milhões.
As despesas com impulsionamento de conteúdos nas redes sociais do candidato do PL representam aproximadamente 10% de todos os gastos com a campanha até aqui – um total de 72,6 milhões de reais, de acordo com a Justiça Eleitoral. Em termos absolutos, trata-se da segunda maior despesa do senador ao longo da disputa.
Já pelo lado petista, os gastos com esse tipo de serviço representam quase 4% do total de gastos da campanha à reeleição, até agora na faixa de 65,6 milhões de reais. Essa despesa é a quarta maior despesa do petista.
Os valores mostram a importância dada pelos partidos e pelos candidatos à disputa por votos no universo digital. A pouco mais de uma semana do segundo turno das eleições, o PT, por exemplo, intensificou a mobilização de sua militância na internet, após ver Lula largar atrás de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da votação.
O partido organizou o “Exército de Lula”, um grupo composto por mais de 4 milhões de militantes nas redes sociais que, de maneira coordenada, distribui conteúdos com ataques ao rival e desinformação para desgastar a imagem do filho de Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, tem tentado evitar que a ofensiva dos petistas surta efeito. Assim como o pai, o senador também busca guarida em sua militância digital para preservar seu favoritismo contra Lula. O território, até recentemente, era dominado pela militância mais organizada e mais aguerrida dos conservadores.
O canal “Exército de Lula” chegou a ser tirado do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.
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