Política

Os momentos cômicos do debate ao governo do Rio 

Candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para o governo do Rio, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) protagonizaram um debate sem surpresas na noite desta terça-feira, 19, na TV Globo. Com mais a perder, os dois trocaram ataques diretos, mas se ativeram aos roteiros que já vinham sendo explorados ao longo da campanha. Os momentos espontâneos e cômicos vieram a partir das intervenções dos adversários Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).

Terceiro colocado nas pesquisas, Garotinho teve o registro negado pela Justiça Eleitoral do Rio e participou do debate amparado em uma decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele ainda prepara o recurso ao TSE para tentar salvar a candidatura. Desde que pausou a carreira política, o ex-governador ficou conhecido pela metralhadora de denúncias reveladas nas redes sociais sobre a política fluminense. Ele manteve o perfil bélico e não poupou os adversários de ataques e críticas. Nem mesmo os rivais conseguiram conter as risadas vez ou outra.

Garotinho demonstrou ser o mais confortável diante das câmeras. Os candidatos foram autorizados a se movimentar livremente no estúdio e ele foi quem melhor explorou o formato, rodeando os adversários durante suas respostas. Em uma dessas aproximações, seguiu Eduardo Paes enquanto o ex-prefeito tentava se desvencilhar para chegar mais próximo da câmera. “Eu vou junto”, avisou o ex-governador, sem esconder a estratégia.

Também sobrou para Paes acusações de acobertar o sumiço de cinco vigas do Elevado Perimetral, furtadas em 2013, na primeira gestão dele como prefeito, de um depósito na Zona Portuária do Rio depois da demolição da estrutura em projeto paisagístico e de mobilidade para a cidade. Cada uma pesava duas toneladas. “Corre o risco dele ser governador e a gente amanhecer sem ponte Rio-Niterói”, ironizou Garotinho. O ex-prefeito negou conexão com o episódio, disse que o adversário não tem compromisso com a verdade e que não entraria em provocações.

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O ex-governador também apresentou listas de políticos que, segundo ele, recebiam pagamentos do bicheiro Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro, e do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), hoje preso. A profusão de denúncias fez André Marinho, que antes do voo político se dedicava ao humor, intervir para fazer piada: “É o Léo Dias da política fluminense”.

William Siri também fez algumas tiradas, sobretudo direcionadas a Marinho. Filho de pedreiro e de uma costureira, o candidato do PSOL acusou o rival de não conhecer a realidade da população. Ele lembrou uma derrapada do adversário no debate anterior, da Band, quando citou o município de Nova Iguaçu como um dos bairros da Zona Oeste da capital fluminense. Em seguida, emendou: “Já andou de trem? Deve ter andado em Nova Iorque”

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