Paes segue em campanha às vésperas de definição sobre eleição no TSE

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) segue em campanha de segundo turno para governador enquanto não há definiçao sobre o rumo da eleição no estado. Nesta terça-feira, 7 , ele esteve com a vice, Jane Reis (MDB), e outros aliados na Rocinha, comunidade da Zona Sul onde o candidato recebeu quase 70% dos votos. Lá, acusou Douglas Ruas (PL) e Garotinho (Republicanos) de estarem “mancomunados” e disse que irá atrás de votos de eleitores de Flávio Bolsonaro (PL).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pautou para quinta-feira, 7, o julgamento da situação jurídica de Garotinho, que pediu a retirada do recurso contra o seu indeferimento pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Se a decidão do TSE for pela anulação da votação do ex-governador – que concorreu no domingo sub judice – , haverá retotalização dos votos e poderá ser declarada a vitória de Ruas em primeiro turno.
Paes falou na Rocinha que apoia Lula (PT) e que pretende realizar um comício com o presidente na Baixada Fluminense. Mas disse que não é “vassalo” do petista. “Não tenham dúvida do meu apoio ao presidente Lula. Eu quero também o voto de quem vota eventualmente no Flávio Bolsonaro. Para eu ganhar a eleição, eu não posso só me restringir ao lado do Lula”, afirmou, ressaltando que sua vice, inclusive, é eleitora de Flávio. “Vai ter gente que vota no Flávio Bolsonaro que vota em mim. E eu quero esse voto.”
Ainda na comunidade da Zona Sul, Paes atacou os adversários: “A candidatura do Garotinho foi colocada pelo PL do Rio de Janeiro. Qualquer crítica era mero teatro. Eles estavam armados desde o início do processo eleitoral”, afirmou o ex-prefeito do Rio. Ruas e Garotinho negam o arranjo.
Antes do julgamento do TSE, veio à tona que o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) favorável à retirada do recurso do ex-governador tinha como autor um advogado de Garotinho, segundo metadados do documento. Paes também explorou o assunto nesta terça e retomou o discurso de que Ruas integra o mesmo grupo do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso por ligação com o crime organizado.
Na segunda, a agenda do político do PSD foi em cidades do interior onde liderou no primeiro turno.
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