PDT aprova apoio a Lula, mas mantém candidatura de oposição ao PT em Minas

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Apesar de o PDT ter declarado apoio nacional à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a convenção do partido na segunda-feira à noite, a sigla não vai seguir o mesmo caminho, ao lado do PT, no estado de Minas Gerais.
A legenda garante que vai manter a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT-MG) ao governo mineiro, fazendo inclusive oposição à chapa do PT, que terá o deputado Patrus Ananias (PT-MG) como candidato, segundo anúncio feito na manhã desta segunda, 20.
“Ele [Kalil] será candidato pelo PDT”, afirmou Carlos Lupi, presidente do partido, para VEJA. O próprio Kalil, por sua vez, fez questão de frisar que o apoio nacional não tem qualquer relação com o cenário mineiro — um dos mais complexos das eleições de 2026 e com maior demora para chegar a definições. “Não tem nada a ver. Serei candidato contra o PT, o PSD e quem [mais] tiver candidato. É [uma candidatura] a favor do PDT”, declarou o pré-candidato.
Antes de decidir que teria uma candidatura própria no território mineiro, garantindo um palanque para a reeleição de Lula, o PT chegou a cogitar o nome de Kalil para encabeçar a chapa lulista no estado, bem como outros sete nomes. Agora, com o nome de Patrus Ananias confirmado, o PDT tenta formar alianças, mas não possui muitas opções, visto que sobram apenas o PSB e a federação Rede-PSOL para compor com eles.
A própria candidatura de Kalil pelo PDT é um dos elementos que restringem as possibilidades de aliança pela chapa do PT no estado. A convenção que confirmará a candidatura pedetista em Minas Gerais está marcada para ocorrer no plenário da Assembleia Legislativa do estado no próximo domingo, 25, sob o título “É a hora de quem faz”.
Em todos os outros estados em que o PDT terá candidatura ao governo, a aliança com o PT foi confirmada. No Rio Grande do Sul, a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) tem o petista Edegar Pretto (PT) como seu vice; no Paraná, a chapa do deputado estadual Requião Filho (PDT) conta com a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que tentará conquistar uma vaga ao Senado. Ainda em outros estados nos quais não disputará o governo, como em Pernambuco, o PDT também fechou acordos com a base lulista, incluindo seus quadros em chapas que estão coligadas com o PT.
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