Política

Penduricalhos: Ajufe elogia STF e defende ‘direitos de quem cumpre função essencial’

A Ajufe (Associação dos Juízes Federais) comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar parte dos penduricalhos à magistratura. A entidade afirma que os pagamentos são fundamentados em necessidade do serviço prestado e que os juízes são essenciais ao país.

Nesta semana, o STF formou maioria para liberar o pagamento dos adicionais a juízes, promotores e procuradores. A corte tinha vetado o pagamento em março. A autorização vale para retroativos e outras verbas, como o adicional por tempo de serviço.

Para a presidente da Ajufe, Ana Lya Ferraz, o julgamento recoloca o debate em bases técnicas.

“A transparência, a independência do Poder Judiciário e o respeito à Constituição são compromissos da magistratura”, disse.

A entidade defende o combate à verba irregular, mas diz que o debate público costuma ignorar que, em hipóteses específicas, o pagamento decorre de trabalho efetivamente prestado.

Para a Ajufe, nem tudo que está do subsídio é ilegal. A associação cita, por exemplo, as férias não gozadas por necessidade de serviço, plantões cumpridos e direitos reconhecidos por lei.

“Assim é indispensável distinguir o que é distorção do que é direito de quem cumpre uma função constitucional essencial ao país”, disse Ana Lya.

O STF manteve o entendimento de que as verbas indenizações não podem ultrapassar 35% do teto constitucional, que é de R$ 46.366,19.

No entanto, os ministros permitiram que determinados pagamentos fiquem de fora do teto, como o pagamento do plantão judiciário e de custódia, por exemplo


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Folha de São Paulo

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