Pesquisa da UFG cria app para acompanhar pacientes à distância

Pacientes em cuidados paliativos costumam precisar de acompanhamento constante para que qualquer mudança no quadro clínico seja identificada rapidamente. Foi para tentar reduzir esse desafio que uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Goiás (UFG) criou um aplicativo para celular capaz de acompanhar, à distância, assistidos que recebem cuidados paliativos em casa. O projeto foi elaborado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação pelo pesquisador Matheus Brito Martins.
O sistema desenvolvido em Goiânia permite o monitoramento remoto e busca facilitar o contato entre equipes de saúde, pacientes e familiares, sem que cada avaliação dependa de uma visita presencial.
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“O processo de monitoramento ainda é muito manual e, muitas vezes, depende do deslocamento da equipe até o paciente ou do paciente até o hospital. Como há muitos pacientes e poucas equipes, a tecnologia pode facilitar essa comunicação”, explicou Matheus ao portal UFG.
Como funciona
A pesquisa resultou na criação de uma plataforma integrada a um aplicativo para celular, que ainda está em fase de testes. Pelo sistema, profissionais de saúde podem cadastrar informações clínicas e elaborar questionários personalizados para cada paciente, sem necessidade de alterar a programação da plataforma.
Isso permite adaptar o acompanhamento conforme o protocolo adotado por cada hospital e, principalmente, às necessidades individuais de quem está em tratamento.
No aplicativo, o paciente responde aos questionários e acompanha as informações disponibilizadas pela equipe de saúde, o que, segundo a pesquisa, pode tornar o acompanhamento mais próximo e oferecer mais segurança durante o tratamento.
Outro diferencial da ferramenta é o uso da tecnologia blockchain para proteger os dados dos usuários. O sistema garante que apenas o paciente e a equipe responsável tenham acesso às informações clínicas.
Próxima etapa
Embora o desenvolvimento da plataforma tenha sido concluído no mestrado, o projeto ainda passará por uma nova fase antes de chegar à prática clínica. Os pesquisadores pretendem realizar testes com pacientes, corrigir eventuais falhas e ampliar a compatibilidade do aplicativo, incluindo uma versão para dispositivos iOS.
A expectativa é que, após essa etapa, a ferramenta possa ser incorporada ao atendimento de pacientes em cuidados paliativos, oferecendo uma alternativa para ampliar o acompanhamento remoto e facilitar o trabalho das equipes de saúde.
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