Política

Pesquisa detalha a batalha de rejeição entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Como ocorreu em 2022, na eleição presidencial mais disputada desde a redemocratização, a próxima corrida ao Palácio do Planalto deve ser uma batalha de rejeições, na qual o eleitor escolherá o candidato que considera menos pior — e não o melhor — para o futuro do país

É por isso que tanto o presidente Lula (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto, adotaram como estratégia principal de campanha atacar o adversário, com o objetivo de arranhar ainda mais a imagem do rival no eleitorado.

A erosão na reputação dos favoritos no páreo presidencial é considerável. Depois de recuperar popularidade graças a um pacote de bondades estimado em cerca de 200 bilhões de reais e se beneficiar das trapalhadas do oponente, Lula aparece em situação um pouco menos complicada do que a de Flávio Bolsonaro.

Aos números

Segundo pesquisa Genial/Quaest, 50% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula. Em abril, eram 55%. Houve, portanto, uma queda, mas metade do eleitorado ainda rejeita o presidente. Já a rejeição a Flávio Bolsonaro, que era de 52% há três meses, cresceu para 57%.

Em abril, o senador chegou a aparecer numericamente à frente do petista na simulação de segundo turno: 42% a 40%. Agora, ele está oito pontos atrás de Lula, que tem vantagem de 45% a 37%. Mesmo ganhando um pouco de fôlego, o presidente tem um desafio enorme até outubro, como revelam outros dados da sondagem.

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Do total de entrevistados, 51% afirmam que Lula não merece um novo mandato. A sorte dele é que hoje a repulsa ao sobrenome Bolsonaro é maior. Perguntados sobre o que temem mais, 46% responderam a volta da família do ex-presidente ao poder, enquanto 38% disseram a reeleição de Lula. Durante meses, houve uma situação de empate nesse quesito.

A Genial/Quaest também detectou uma redução do antipetismo entre abril e julho, de 41% para 36%. Mesmo com a redução, pelo menos um terço do eleitorado se recusa a votar em concorrentes do partido. Já o antibolsonarismo saltou de 37% para 44% no mesmo período.

Conta de padaria

As coordenações de campanha dos presidenciáveis costumam dividir o eleitorado em três partes: o antipetista e o antibolsonarista, que teriam tamanhos mais ou menos parecidos, e os independentes, que apesar de minoritários decidirão a eleição.

A prioridade de Lula e Flávio é conquistar o eleitor moderado, que foge da polarização. Como não têm um plano de governo para apresentar, os candidatos acentuarão os ataques. A lógica é a mesma: tentar vencer a eleição não apenas por méritos próprios, mas acentuando os deméritos do concorrente. Vem chumbo grosso pela frente.

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