Política

Pesquisa indica um movimento do eleitorado que favorece Flávio na disputa com Lula

A proporção de eleitores que desaprovam o governo Lula e declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) subiu de 83% para 91%, segundo a mais nova pesquisa BTG/Nexus analisada pelo editor e colunista de VEJA Diogo Schelp. Para o jornalista, esse é o dado mais favorável ao senador na disputa presidencial, por indicar uma maior concentração do voto de oposição ao governo em sua candidatura. A avaliação foi feita durante o programa VEJA em Foco, apresentado por Lívia Raick, em uma análise dos números do segundo turno. (este texto é um resumo do vídeo acima)

“O que é mais interessante e é favorável a Flávio nessa pesquisa é o fato de que a proporção daqueles que, por desaprovar o governo, querem votar em Flávio aumentou”, afirmou Schelp. Na avaliação do colunista, o resultado indica que o candidato tem conseguido reduzir a própria rejeição e transformar a insatisfação com a gestão petista em intenção de voto.

O levantamento mostra o senador à frente do presidente, com 52% dos votos válidos, contra 48% do petista. A rodada da pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 9 e 12 de outubro, possui uma margem de erro é de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e foi registrada no TSE sob o número BR-07997/2026.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Continua após a publicidade

Por que a desaprovação de Lula é importante para Flávio Bolsonaro?

Segundo Schelp, a desaprovação do governo Lula está na casa dos 50%, o que significa que aproximadamente metade dos entrevistados avalia negativamente a gestão. A capacidade de atrair esse eleitorado é apontada pelo colunista como um dos principais elementos para compreender o desempenho de Flávio na pesquisa. Na avaliação do jornalista, o resultado do primeiro turno, no qual Flávio ficou à frente, combinado ao crescimento da concentração do voto contrário ao governo em sua candidatura, compõe um cenário favorável ao senador.

O colunista também destacou outro indicador: a pesquisa mostra que o antipetismo é maior do que o antibolsonarismo. Segundo ele, há uma rejeição mais elevada ao campo político representado pelo PT, enquanto o grupo de eleitores que se identificam simultaneamente como antipetistas e antibolsonaristas corresponde a menos de 10% dos entrevistados. Para Schelp, esses números representam sinais negativos para Lula, que também enfrenta uma rejeição de 51% entre os entrevistados que afirmam não votar nele.

A rejeição pode definir a eleição?

Apesar dos indicadores desfavoráveis ao presidente, Schelp ressalvou que a rejeição registrada na pesquisa não pode ser interpretada como uma impossibilidade matemática de vitória. O jornalista explicou que os levantamentos de intenção de voto representam uma fotografia do momento e não reproduzem necessariamente o comportamento do eleitor nas urnas.

Continua após a publicidade

Entre os fatores capazes de alterar o resultado, o colunista citou o comparecimento dos eleitores. Segundo ele, a proporção de votantes de cada candidato que efetivamente vai às urnas pode interferir no desfecho da disputa. Nesse contexto, a redução da abstenção, especialmente nas regiões onde Lula concentra mais votos, aparece como uma variável relevante para a análise.

Lula ainda pode reverter a vantagem de Flávio?

Embora a pesquisa indique vantagem de Flávio Bolsonaro, Schelp afirmou que uma mudança no resultado ainda é matematicamente possível. O levantamento mencionado no programa tem margem de erro de dois pontos percentuais e mostra que 92% dos eleitores dizem não mudar o voto, enquanto 7% admitem essa possibilidade. Para o colunista, o percentual de eleitores dispostos a reconsiderar a escolha mantém aberta a possibilidade de alteração no quadro eleitoral.

“Numericamente, sim”, respondeu Schelp ao ser questionado sobre uma eventual mudança. Segundo seus cálculos, uma transferência de dois pontos percentuais dos votos de Flávio para Lula seria suficiente para inverter a posição dos candidatos na pesquisa. O jornalista, porém, ressaltou que essa conta considera apenas os números do levantamento, sem incorporar fatores como comparecimento às urnas e abstenção.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

Veja

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo