Política

Pesquisa: o maior obstáculo para Flávio no segundo turno, segundo cientista político

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A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 27, e analisada no programa Ponto de Vista, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa presidencial no primeiro turno, mas enfrenta cenários mais apertados em eventuais confrontos de segundo turno. Para o cientista político Leandro Consentino, o levantamento reforça que a eleição caminha para uma nova polarização, ao mesmo tempo em que expõe desafios distintos para governo e oposição (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo os dados do levantamento, Lula aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual segunda rodada, porém, os dois aparecem em empate técnico dentro da margem de erro, com 47% para Lula e 43% para o senador.

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O segundo turno representa um alerta para Lula?

Na avaliação de Consentino, embora o presidente lidere a disputa, a competitividade dos cenários de segundo turno exige atenção da campanha. “É um sinal de alerta de que, se a fatura não for liquidada no primeiro turno pelo atual presidente, ele vai ter dificuldades importantes para conseguir a sua reeleição.”

O cientista político destacou que esse quadro não se restringe ao confronto com Flávio. Outros nomes da oposição também aparecem em disputas equilibradas contra Lula quando projetados para o segundo turno. “Se olharmos os outros candidatos, todos ameaçam no segundo turno com empates técnicos muito próximos.”

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Para Consentino, esse cenário tende a fazer com que a estratégia da campanha petista seja concentrar esforços para ampliar a vantagem ainda na primeira etapa da eleição.

A polarização continua favorecendo Flávio?

Ao analisar o desempenho da oposição, Consentino afirmou que Flávio  permanece como o principal nome da direita para disputar o segundo turno, apesar das controvérsias envolvendo sua pré-campanha. Segundo o cientista político, a candidatura se apoia em uma base eleitoral consolidada ligada ao legado político da família Bolsonaro. “Dificilmente Flávio perde essa posição se mantiver sua candidatura.”

Na avaliação do especialista, esse núcleo de apoio garante ao senador um patamar mínimo de votos suficiente para dificultar o avanço de outros pré-candidatos do campo conservador.

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Por que a rejeição pode pesar mais do que a intenção de voto?

Se, por um lado, Flávio demonstra força para chegar ao segundo turno, por outro, Consentino avalia que sua elevada rejeição representa um obstáculo para vencer a eleição. “Ele tem facilidade de passar ao segundo turno, mas maior dificuldade de vencer.”

Segundo o cientista político, candidatos como Ronaldo Caiado ou Romeu Zema poderiam apresentar desempenho mais competitivo em uma disputa final justamente por enfrentarem níveis menores de rejeição. Na avaliação dele, esse pode ser um dos fatores que sustentam o otimismo da campanha de Lula diante dos levantamentos eleitorais.

Ainda há espaço para outro nome representar a direita?

Questionado sobre a possibilidade de uma mudança no campo conservador, o cientista político afirmou que novos fatos ainda podem alterar o cenário da disputa. Apesar disso, ele considera improvável que outro candidato assuma a liderança da direita caso Flávio permaneça na disputa.

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Segundo Consentino, a força do eleitorado identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro continua sendo um diferencial suficiente para manter o senador na condição de principal adversário de Lula.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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