Pesquisa paga pelo PL mostra empate técnico entre Zucco e Brizola pelo governo gaúcho

O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece numericamente à frente, com 34,2% das intenções de voto, mas está tecnicamente empatado com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), que registra 30,1%, na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. A pesquisa custou R$ 135,6 mil e foi paga pelo Partido Liberal (PL), legenda do próprio Zucco.
Realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, o levantamento ouviu 1,5 mil eleitores de 60 municípios entre quinta-feira (16) e domingo (19), sendo 793 mulheres e 707 homens. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob o nº RS-09313/2026 e foi divulgado nesta quarta-feira (22).
A pesquisa apresenta cenários espontâneos, nos quais os entrevistados respondem sem receber uma lista de nomes, e estimulados, com a apresentação dos pré-candidatos.
Empate técnico para o Piratini e o Senado
A disputa tanto pelo Palácio Piratini quanto pelo Senado é acirrada. No governo do estado, a diferença de 4,1 pontos percentuais entre Zucco e Brizola configura empate técnico. O cenário reforça a polarização da disputa estadual, com Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola, apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Zucco conta com o aval do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A ordem numérica contrasta com o levantamento Real Time Big Data divulgado em 23 de junho, no qual Brizola aparecia com 37% e Zucco com 32%. Como as pesquisas foram realizadas por institutos, métodos e períodos diferentes, os resultados não permitem estabelecer uma tendência por comparação direta.
No cenário espontâneo, 68% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram. Zucco registra 11,9% e Brizola, 7,7%.
O levantamento também mediu a rejeição dos nomes apresentados. Brizola aparece com 27,3% e Zucco, com 22,9%. Nessa pergunta, cada entrevistado podia citar mais de um pré-candidato.
Para as duas vagas do Senado, os eleitores também estão divididos. No cenário estimulado, em que cada pessoa podia indicar até dois nomes, a liderança numérica é de Manuela d’Ávila (Psol), com 30,7%. Na sequência aparecem o deputado federal Marcel van Hattem (Novo), com 28,6%, e o ex-governador Germano Rigotto (MDB), com 26,3%. Os três estão tecnicamente empatados na liderança.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT), com 23,7%, está tecnicamente empatado com Van Hattem e Rigotto, mas não com d’Ávila. No cenário espontâneo, 76,8% não souberam ou não opinaram.
Outros nomes
Depois de Zucco e Brizola, aparecem na disputa pelo governo o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 13%, e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB), com 4,7%. Priscila Voigt (UP) e Rejane Oliveira (PSTU) registram 0,9% cada.
Além disso, 8,6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos nomes apresentados. Outros 7,6% disseram não saber ou preferiram não responder.
Para o Senado, Sanderson (PL) tem 20,3%; Frederico Antunes (PSD), 7,4%; Renato Jaguarão (Cidadania), 2,8%; e Milton Cardoso (PSDB), 2,6%. Votos brancos, nulos ou em nenhum dos nomes somam 9,7%, enquanto 6,6% não souberam ou não responderam.



