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Pesquisas: a novidade que pode favorecer Lula na disputa contra Flávio

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A troca pública de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode produzir efeitos políticos relevantes na corrida presidencial brasileira. A avaliação é de Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas, que participou nesta quarta-feira, 17, do telejornal VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo o pesquisador, o episódio representa mais um fator inesperado em uma eleição marcada por acontecimentos capazes de alterar rapidamente o cenário político. “A gente vê mais uma coisa imponderável na eleição brasileira, algo que ninguém esperava”, afirmou.

Para Hidalgo, a reação inicial do eleitorado tende a favorecer Lula, sobretudo pela associação do tema à defesa da soberania nacional. “Quando se fala em soberania, é positivo ao Lula. Vamos ver as consequências dessa troca de farpas. Mas, num primeiro momento, eu te diria que é favorável ao presidente Lula”, disse.

A condenação de Eduardo Bolsonaro reforça a narrativa do governo?

Questionado sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, Hidalgo afirmou que o episódio pode fortalecer o discurso adotado pelo governo nos últimos meses.

O diretor do Paraná Pesquisas lembrou que situações externas e acontecimentos inesperados já tiveram impacto na popularidade presidencial em momentos anteriores e ressaltou que o ambiente eleitoral permanece altamente volátil. “São fatores na eleição brasileira que fazem com que ela se torne cada vez mais atraente, mais quente e mais imprevisível”, avaliou. Segundo ele, a sucessão de fatos políticos inesperados dificulta previsões de longo prazo e torna o cenário eleitoral particularmente instável.

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Flávio Bolsonaro precisa mudar de pauta?

Ao comentar os planos do senador Flávio Bolsonaro de apresentar propostas na área de segurança pública, Hidalgo afirmou que a mudança de foco é necessária diante da repercussão de temas que vêm dominando o debate político em torno do parlamentar, como o tarifaço e o caso Master. “Com certeza ele precisa urgentemente mudar essa pauta”, afirmou.

Para o pesquisador, a segurança pública continua sendo uma das principais preocupações da população brasileira e pode oferecer ao senador uma oportunidade de recolocar sua campanha em uma agenda mais favorável.

Hidalgo ponderou, contudo, que o impacto dependerá da recepção das propostas pelo eleitorado. “Se ele vier com propostas factíveis, que a população acredite que é possível fazer, com certeza vai ser positivo para ele”, disse. O diretor do instituto também destacou que a principal questão será verificar se o senador conseguirá deslocar a atenção dos temas que hoje geram desgaste político.

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Joaquim Barbosa pode voltar a ser competitivo?

Outro tema abordado na entrevista foi a possível candidatura do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa à Presidência. Recém-filiado ao Democracia Cristã, Barbosa voltou a movimentar o cenário político ao reativar suas redes sociais e admitir que estuda disputar o Planalto.

Apesar da repercussão do movimento, Hidalgo demonstrou cautela em relação ao potencial eleitoral imediato do ex-ministro. “Até agora, o pré-candidato Joaquim Barbosa não performou nas pesquisas”, afirmou. Segundo ele, os levantamentos mais recentes mostram índices modestos de intenção de voto, abaixo daqueles registrados quando seu nome passou a ser cogitado para a Presidência anos atrás.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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