Pivô de crise com Michelle relata ameaças e abandona disputa ao Senado

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A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) — que foi um dos motivos da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — anunciou nesta quinta-feira, 23, que desistiu de disputar uma vaga ao Senado pelo Ceará, como vinha tentando com o apoio da colega de partido.
Ela disse que enfrentou momentos injustos e até ameaças nos últimos tempos e que essas situações a levaram a deixar o primeiro projeto de lado e, agora, focar na sua reeleição à Câmara dos Deputados.
“Eu coloquei o meu nome à disposição para servir a minha gente no Senado pelo Ceará. E, como vocês sabem, enfrentei muitas dificuldades, situações adversas e outras até injustas. Mas o que quero dizer aqui, no meio dessa guerra, é que, como todo cearense, eu enfrentei tudo isso como a nossa gente me ensinou, permanecendo de pé. Afinal, nossa história nunca foi escrita por quem desistiu diante de dificuldades, ameaças ou intimidações. E, com essa mesma firmeza, ao longo de toda a minha vida política, fui para cima, até quando parecia muito difícil. É com esse mesmo espírito (…) que coloco o meu nome para ser reeleita como deputada federal”, declarou Priscila em uma publicação nas redes sociais (Assista ao vídeo abaixo).
A deputada, que foi também a vereadora mais votada de toda a região Nordeste em 2024, pela capital cearense, e que exercia a vice-presidência do PL Mulher ao lado de Michelle, era o nome defendido pela ex-primeira-dama para o Senado naquele estado. No entanto, as opiniões delas foram ignoradas por Flávio, que decidiu apostar no pastor Alcides Fernandes (PL-CE) para disputar o cargo — e em uma chapa com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB-CE), o segundo motivo da crise.
Após Michelle se indispor publicamente com Flávio por causa do cenário político cearense, em um vídeo no qual afirmou que ele a desrespeitou, ela deixou o comando do PL Mulher. O movimento foi seguido por uma tentativa de apaziguamento de Priscila, que fez elogios à colega, mas passou a declarar apoio abertamente a Flávio, dizendo que a briga familiar não deveria estar em destaque neste momento.
Mesmo sem Michelle no comando do PL Mulher, a deputada federal não assumiu a liderança, que ficou a cargo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para decidir o futuro da seccional feminina da legenda.
Priscila Costa também foi cotada para ser a vice de Flávio Bolsonaro na sua chapa presidencial, como forma de tentar resolver o impasse com Michelle e, ao mesmo tempo, fazer uma sinalização para o eleitorado feminino e nordestino. A ideia, no entanto, não tem evoluído, com outras mulheres se destacando mais como viáveis.
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