Política

PL decide não ter candidato em Minas Gerais e fica à espera de Cleitinho

O PL de Minas Gerais decidiu, durante convenção estadual realizada nesta segunda-feira, 27, não lançar candidatura própria ao governo do estado e delegou à Executiva Estadual do partido a decisão sobre eventuais composições para a disputa pelo Palácio Tiradentes.

Segundo a assessoria de imprensa da legenda, a deliberação dá à direção estadual autonomia para definir alianças, conduzir as negociações políticas e estabelecer a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. Na prática, a decisão mantém o partido à espera de uma definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não confirmou se disputará o governo mineiro.

Caso Cleitinho entre na corrida eleitoral, a tendência é que o PL componha a chapa, indicando o candidato a vice-governador. Se o senador optar por não concorrer, a legenda deverá discutir outros cenários para a sucessão estadual, incluindo possíveis alianças com outros partidos do campo da direita e do centro-direita.

Nos bastidores, porém, dirigentes do PL tratam a candidatura de Cleitinho como praticamente definida. Segundo apurou VEJA, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), irmão de Cleitinho e responsável por articular as negociações entre o PL e o Republicanos, reuniu-se na manhã desta segunda-feira com o presidente estadual do partido, Domingos Sávio, para assegurar à legenda que o deputado federal disputará o governo de Minas. A expectativa é que, caso a candidatura seja oficializada, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão (Republicanos) seja anunciado como candidato a vice-governador. Publicamente, no entanto, Cleitinho ainda não confirmou que entrará na disputa.

Durante a convenção desta segunda-feira, o partido também oficializou o deputado federal Domingos Sávio como candidato ao Senado por Minas Gerais. Em 2022, o parlamentar recebeu 90.236 votos para a Câmara dos Deputados. Médico veterinário de formação, Domingos Sávio acumula longa trajetória política, tendo exercido dois mandatos consecutivos como deputado estadual entre 2003 e 2011. Antes disso, foi prefeito de Divinópolis entre 1997 e 2001 e vereador no município entre 1993 e 1997.

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Cleitinho também iniciou sua trajetória política em Divinópolis, onde foi vereador entre 2017 e 2019. Em seguida, foi eleito deputado estadual, cargo que exerceu de 2019 a 2023, quando assumiu o mandato de senador. Na mesma cidade, seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Republicanos), que agora é candidato a deputado federal, foi prefeito.

Minas Gerais concentra 10,56% do eleitorado brasileiro. Segundo dados da Justiça Eleitoral, o estado reúne mais de 16 milhões de eleitores e possui o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Por esse motivo, a definição das candidaturas ao governo mineiro costuma exercer influência sobre as estratégias nacionais dos partidos, especialmente em eleições presidenciais.

A indefinição sobre a participação de Cleitinho na disputa mantém em aberto a estratégia do campo conservador para a sucessão estadual. Enquanto o Republicanos ainda não anuncia uma decisão oficial do senador, o PL optou por preservar margem de negociação, deixando a Executiva Estadual responsável por conduzir as tratativas políticas e definir a melhor composição para a disputa eleitoral nos próximos meses.

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