Política

PL diz ao Republicanos que não abre mão de candidatura própria em Mato Grosso

O PL diz que não vai abrir mão da candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apesar da pressão feita pelo Republicanos para que o partido se alie ao atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos).

O palanque de Mato Grosso se tornou uma das principais moedas de troca do Republicanos para se coligar ao PL e apoiar a candidatura a presidente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O partido descarta uma aliança nacional com Lula (PT), mas ainda avalia ficar neutro.

Na semana passada, Fagundes conversou por telefone com o presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), e informou que o partido não vai retirar a candidatura dele.

A posição foi reforçada na última terça-feira (7) pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante reunião com o senador e com o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, secetário de governo de Cuiabá.

“Sem chance alguma [de recuar]. Chance zero. Possibilidade zero. A candidatura de Wellington Fagundes para o governo já está sacramentada, só falta ser homologada pela convenção”, diz Ananias.

O PL argumenta que é a vez de o Republicanos ceder. A sigla diz que deixou de lançar Fagundes em 2022 para apoiar a reeleição de Mauro Mendes (União Brasil), a despeito do que queria inicialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Afirma, ainda, que Pivetta está no governo, como vice ou como governador, desde 2019, quando Mendes foi eleito pela primeira vez.

Pereira se reuniu com Valdemar e o coordenador político da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), na quarta (8), na sede do PL. Houve conversas sobre os palanques de Mato Grosso, Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, onde os partidos tentam caminhar juntos.


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Folha de São Paulo

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