Política

PL Mulher anuncia mudança e diz que Michelle Bolsonaro “não vai parar”

A equipe responsável pelas redes sociais do PL Mulher durante a gestão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, nesta quinta-feira (9/7), que deixará a administração do perfil a partir da próxima semana.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o grupo afirmou que a página ficará sob o comando de uma nova equipe, de acordo com as orientações da direção nacional do partido, mas declarou que Michelle Bolsonaro “não vai parar”.

A antiga equipe de comunicação também direcionou os seguidores para o perfil Imparáveis MB, apresentado como um movimento liderado por Michelle.

O texto afirma que a atuação da ex-primeira-dama à frente do PL Mulher mobilizou mulheres e homens para a política e indica que essa articulação continuará mesmo depois de sua saída do comando nacional do núcleo.

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do Metrópoles

Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher em 30 de junho.

Oficialmente, afirmou que pretendia se dedicar integralmente aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e com a filha. A decisão, entretanto, se deu durante uma crise pública com o enteado e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República.

O desgaste teve início por divergências sobre as articulações eleitorais do PL no Ceará.

Michelle era contrária à aproximação da legenda com Ciro Gomes e relatou que Flávio lhe disse que seria melhor ficar fora das decisões partidárias. Segundo a ex-primeira-dama, o enteado afirmou que ela não entendia de política e a tratou de forma ríspida durante uma ligação.

Michelle também afirmou que sofreu ataques coordenados de integrantes do campo bolsonarista depois de questionar acordos conduzidos pelo partido. Aliados de Flávio, por outro lado, avaliaram que o vídeo publicado por ela ampliou o desgaste da pré-campanha presidencial e tornou pública uma disputa que, até então, permanecia nos bastidores.

Parte das mulheres do PL evitou se posicionar diretamente na disputa. Algumas dirigentes elogiaram o trabalho de Michelle, mas também reafirmaram apoio à candidatura de Flávio. Bia Kicis (PL-DF), por exemplo, defendeu que o partido não alimentasse uma “guerra” interna e declarou que o senador era o nome escolhido por Bolsonaro para liderar a legenda.

Um dia depois da saída de Michelle, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou que extinguiria a presidência nacional do PL Mulher. Segundo ele, o núcleo passará a ter apenas comandos estaduais, subordinados à direção nacional da legenda. Valdemar afirmou ainda que seria difícil encontrar uma substituta “à altura” da ex-primeira-dama.




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