Polato capta R$ 137 milhões em CPR atrelada ao dólar

A B3, bolsa do Brasil, efetuou a liquidação da primeira Cédula do Produto Rural (CPR) pública, voltada ao investidor pessoa física, com rentabilidade atrelada ao dólar no valor de R$ 137 milhões. A emissão foi realizada pela Polato Sementes, empresa sediada em Rondonópolis, no Mato Grosso, que produz e comercializa sementes, grãos e fibras de alta qualidade.
A operação foi estruturada pelo Itaú BBA, e será dividida em duas séries. O diferencial desta operação foi a indexação em moeda estrangeira, com juros remuneratórios pré-fixados somados à variação da cotação da taxa de fechamento, para venda, do dólar comercial norte-americano (PTAX800).
“Este momento vai muito além de uma operação financeira inovadora, ele representa a capacidade de uma empresa familiar de preservar suas raízes enquanto se prepara para novos desafios, representa a força do agronegócio conectado aos mercados globais e a confiança que o mercado deposita na nossa companhia”, disse, em nota, Orlando Henrique Polato, CEO da Polato Sementes.
“A possibilidade de captação com correção cambial via CPR veio em 2020 com a revisão da Lei do produto. Essa é a primeira vez que a flexibilidade é utilizada em uma oferta pública, e esse movimento amplia as possibilidades tanto para empresas quanto para investidores, criando uma nova alternativa de captação e de investimento”, afirma Leonardo Betanho, superintendente de produtos de Balcão da B3.
A B3 atua como registradora de CPRs e é líder no segmento. Nas operações de CPRs públicas, também atua como depositária e é responsável pela infraestrutura para as distribuições no mercado primário.
Desde agosto de 2025, quando o modelo passou a ser utilizado, a B3 já registrou 25 emissões de CPRs voltadas para investidores pessoas físicas que somaram R$ 15,4 bilhões.
Globo Rural



