Por onde anda Sérgio Chapelin? Aos 85 anos, ex-apresentador leva vida simples e discreta longe da TV

O apresentador Sérgio Chapelin construiu uma trajetória marcante no jornalismo brasileiro e se tornou uma das vozes mais conhecidas do país. Ao longo de várias décadas na TV Globo, o comunicador esteve à frente de grandes atrações da emissora, comandando bancadas históricas como a do Jornal Nacional e apresentando as grandes reportagens do Globo Repórter às sextas-feiras.
No entanto, quem se acostumou a vê-lo nas telinhas percebeu sua ausência a partir de 2019, ano em que ele decidiu se aposentar de forma definitiva. Na época de sua despedida da TV, o jornalista de 85 anos deixou claro que o objetivo principal era desacelerar.
O comunicador buscava um estilo de vida mais simples, voltado ao descanso e ao tempo de qualidade com a família, além de poder usufruir de sua ‘liberdade total’. Mas afinal, por onde anda Sérgio Chapelin atualmente?
Nova rotina começou no campo
A mudança de rotina de Sérgio Chapelin após a aposentadoria começou longe da ‘cidade grande’. Na época, o jornalista resolveu se mudar com a esposa para uma chácara situada no município de Itanhandu, no sul de Minas Gerais, buscando um contato mais próximo com o campo.
A fase rural durou algum tempo, mas a dinâmica do ex-apresentador da TV Globo passou por novas mudanças no período da pandemia de Covid-19. Para ficar mais próximo de seus familiares, que incluem três filhos, um enteado e seis netos, o jornalista optou por vender a propriedade no interior mineiro e retornar ao Rio de Janeiro, fixando residência em Copacabana.
“A minha vida mudou muito em pouco tempo. Desde 1974, eu tinha propriedade no sul de Minas. E eu estava morando no interior desde 2019, mas, de repente, me desfiz de tudo. Vendi o sítio em Itanhandu e hoje vivo em Copacabana, o paraíso dos velhinhos. Sou um velhinho que caminha no calçadão e a que ninguém dá bola. É uma maravilha“, declarou ele em entrevista concedida à VEJA, em janeiro de 2026.
Como é a rotina de Sérgio Chapelin hoje?
Na nova rotina no Rio de Janeiro, o jornalista consegue desfrutar do anonimato. A mudança em seu visual acabou funcionando como um aliado para que ele pudesse circular nas ruas sem chamar a atenção do público.
Na mesma entrevista à VEJA, Chapelin deu detalhes de como consegue sair de casa sem ser abordado: “Minha barba branca e meu bonezinho são hoje o meu disfarce. Quero entrar no mercado, na padaria, caminhar tranquilamente. Copacabana é uma confusão. E quero ser mais um na multidão“, declarou ele.
O dia a dia do ex-apresentador do Globo Repórter, inclusive, é focado em hábitos calmos, incluindo passeios na praia, consumo de cultura e momentos de lazer, conforme o próprio jornalista revelou. “Simples. Todo dia caminho na praia enquanto minha mulher rema de canoa havaiana no Posto 6“, contou.
“Escolhemos morar em Copacabana porque a Regina [esposa] diz que é a praia mais linda que existe. Depois de caminhar, fico pesquisando no iPad. Após o jantar, vejo um filmezinho ou uma série. Agora estou assistindo à série policial sueca A Grande Descoberta. E ponto. Estou feliz da vida. Já ralei bastante“, completou Sérgio Chapelin, que não possui redes sociais ativas.
A rara aparição de Sérgio Chapelin na TV
Apesar de viver longe das mídias, o público teve a oportunidade de revê-lo em momentos pontuais. Sérgio Chapelin reapareceu na televisão em outubro de 2024, após a morte de Cid Moreira. Na ocasião, ele prestou uma homenagem ao seu antigo companheiro de bancada.
Tempos depois, em janeiro de 2025, ele fez uma nova aparição na Globo para registrar seu depoimento sobre a morte do jornalista esportivo Léo Batista. Nessas raras exibições públicas, o ex-apresentador chamou atenção por ostentar um visual bem diferente da época da TV, exibindo barba cheia e cabelos compridos inteiramente brancos.


A carreira de Sérgio Chapelin
A carreira de Sérgio Chapelin na comunicação começou no rádio, onde aperfeiçoou a locução que se tornaria uma de suas marcas registradas. Sua entrada na TV Globo, no início da década de 1970, marcou o começo de uma trajetória de quase 50 anos dedicada ao jornalismo.
Na bancada do Jornal Nacional, ele formou uma das parcerias mais memoráveis da televisão brasileira ao lado de Cid Moreira. Juntos, eles trouxeram ao público a cobertura dos principais acontecimentos históricos do país e do mundo. Além do trabalho diário nos telejornais, Sérgio demonstrou enorme versatilidade ao migrar para a apresentação de grandes reportagens.
À frente do Globo Repórter por um longo período, o comunicador adotou um estilo mais leve e acolhedor, capaz de conduzir o público por narrativas sobre viagens, ciência, natureza e culturas diversas. Em setembro de 2019, Sérgio Chapelin apresentou pela última vez a atração.
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