Presidente da Igreja Presbiteriana, que veta apoio eleitoral, defende voto em Michelle Bolsonaro

O reverendo Juarez Marcondes Filho, que em agosto assumiu a presidência do Supremo Concílio da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil), diz que foi “descuidado” ao gravar vídeo divulgando seu apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à deputada Bia Kicis, ambas candidatas ao Senado pelo PL do Distrito Federal.
Na gravação, Marcondes Filho aparece no meio de um quinteto formado também por Michelle, Kicis, a senadora Damares Alves (Republicanos) e a candidata a deputada Cristiane Britto (PL), que foi por alguns meses ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro (PL).
O reverendo diz estar “muito bem acompanhado” pelo quarteto bolsonarista. “Eu gostaria que essas queridas amigas e irmãs pudessem ser exitosas nessa campanha.” Só exclui Damares dessa conta, já que ela tem mandato garantido por mais quatro anos.
Questionado pelo Painel, Marcondes Filho afirma que a IPB, de fato, “não tem partidos ou candidatos, nem oficiais, nem oficiosos”. Frisa na sequência que seu pronunciamento foi “pessoal, mas inevitavelmente tomado como institucional”. Depois reconhece o descuido.
A IPB veta que seus líderes declarem voto.
Em agosto, o presidente de seu Supremo Concílio, o órgão máximo da denominação, rechaçou em entrevista à Folha que o bolsonarismo seja forte na igreja. A afirmação, disse na ocasião, “é mais cosmética”.
“Não se pode de maneira nenhuma dizer que a igreja presbiteriana é lulista ou bolsonarista. Isso aí chega a ser uma pecha desagradável para nós. Talvez a direita se aproprie de valores que para nós são já permanentes, e isso pareça fazer coincidir. Mas somos uma igreja que valoriza muitas questões de natureza social, o bem-estar do próximo, atender aos carentes.”
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Folha de São Paulo



