Presidente do PT critica minuta do TSE sobre restrição a canais políticos

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta quarta-feira (21/10) que se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e ele “garantiu” que não haverá surpresas na reta final da campanha.
Segundo ele, a ideia de lançar uma minuta bloqueando canais de WhatsApp 48 horas antes do 2° turno, marcado para 25 de outubro, significa uma “mudança concreta de regras na reta final da campanha”.
“Você não pode mexer em regras do jogo quando o jogo está em andamento. Você não pode tomar medidas que favoreçam mais uma candidatura do que outra. E nós também, infelizmente, vamos tomar as nossas medidas jurídicas. Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis, nós não queremos privilégios, nós não queremos beneficiamento, nós queremos que as regras sejam mantidas para que a disputa seja uma disputa igualitária, para que não haja favorecimento em uma candidatura que nós queremos. Regras para que não haja nenhum favorecimento”, disse.
Debate da Globo
O chefe do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o debate da TV Globo tenha checagem de fatos durante a transmissão. Afirmou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) “mente demais” e que isso pode ser usado como um “instrumento de desinformação”.
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do Metrópoles
“A Rede Globo cheque como faz as grandes emissoras de televisão no mundo quando se tem debate, que cheque o que é verdade e mentira, porque ele mente muito, portanto, o debate não pode ser um instrumento de desinformaçã”, afirmou.
E prosseguiu: O debate tem que ser um instrumento de formação de opinião do eleitor. Então, o correto é que haja uma checagem de cada resposta dos dois candidatos, para saber quem está falando a verdade e quem está mentindo para o eleitor num momento tão decisivo que nós estaremos a 48 horas das urnas da votação”.
Pesquisa Quaest
Flávio, no entanto, aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula marca 44%.
“O presidente Lula vem crescendo, em relação a própria Quest, ele cresce de forma muito acentuada, e claro a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa, as perdas de direitos que ele representa, porque uma coisa é o que ele diz na campanha, outra coisa é a trajetória do Flávio”, disse.
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