PT pede que Flávio seja multado por fala sobre urnas eletrônicas

O PT recorreu ao TSE e pediu que a Justiça Eleitoral multe o pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, em 30 mil reais após o filho de Jair Bolsonaro ter feito falas sobre as urnas eletrônica que já foram desmentidas anteriormente pelo próprio tribunal.
A legenda de Luiz Inácio Lula da Silva solicita ainda que postagens do irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e dos deputados Gustavo Gayer e Júlia Zanatta questionando o sistema eletrônico de votação sejam tiradas do ar.
A sigla também solicita que Eduardo, Gayer e Júlia sejam multados em 30 mil reais.
Na representação, o PT classifica a iniciativa dos bolsonaristas de atacarem as urnas eletrônicas como um movimento articulado de desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação e a credibilidade da Justiça Eleitoral.
Ontem, Flávio afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic e citou um relatório da CIA segundo o qual a companhia estaria envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012.
Essa associação, que já foi feita no passado por Bolsonaro, já foi desmentida pelo TSE, que não utiliza urnas da Smartmatic.
Flávio aproveitou a fala para defender que os países enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”.
O PT solicita que sejam retiradas do ar postagens que exploram um documento de inteligência da CIA divulgado pelo governo dos Estados Unidos, que compila informações de inteligência produzidas entre 2004 e 2020 acerca de supostas capacidades do regime venezuelano de manipular o sistema eletrônico de votação da Venezuela.
“Não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto, porém, essa circunstância é deliberadamente omitida ou descontextualizada pelos representados em suas manifestações públicas, na exata medida em que sua explicitação inviabilizaria o objetivo de incitar dúvida sobre o processo eleitoral pátrio”, pontua o PT.
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