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Quem é Antropova? Conheça a gigante de 2,02m que desafiou o Brasil no vôlei mundial com apenas 23 anos

O vôlei feminino mundial vive uma era de confrontos espetaculares, e a rivalidade entre Brasil e Itália ganhou contornos dramáticos nos últimos tempos. No mais recente capítulo dessa história, a Seleção Brasileira deu um verdadeiro show em Brasília ao vencer as italianas por 3 sets a 2 na Liga das Nações (VNL) de 2026. Contudo, mesmo com a festa da torcida no Ginásio Nilson Nelson, um nome do lado europeu voltou a chamar a atenção: Ekaterina Antropova.

A oposta comandou o ataque da Azzurra com 18 pontos e confirmou o status de grande ameaça para as comandadas de José Roberto Guimarães. Afinal, a atleta de 2,02m de altura já havia sido a grande carrasca das brasileiras na decisão da VNL de 2025. Naquela ocasião, ela saiu do banco de reservas na Polônia, anotou os mesmos 18 pontos em pouco mais de dois sets e garantiu o título para as atuais campeãs olímpicas.

A batalha judicial e a tripla nacionalidade de Ekaterina

Embora defenda as cores da Itália com maestria, a história de Ekaterina Antropova está longe de ser comum. Coforme o portal NSC Total, o nome e o sobrenome denunciam a origem russa, mas a jogadora nasceu em Akureyri, na Islândia, no dia 19 de março de 2003. Essa mistura incomum é fruto da carreira de seus pais, que também eram atletas de alto rendimento. Seu pai, Mikhail Antropov, jogava basquete em um clube islandês, enquanto sua mãe, Olga Antropova, brilhava no handebol.

Com apenas três meses de vida, a família se mudou para São Petersburgo, na Rússia, onde Ekaterina iniciou seus passos no vôlei aos sete anos. Todavia, o destino mudou novamente em 2017. Aos 14 anos, ela se mudou para a Itália por conta de novos contratos de sua mãe.

A partir daí, começou um imbróglio burocrático. Antropova chegou a ser registrada na Federação Europeia pela Rússia. Como resultado, ela precisou acionar o Tribunal Internacional do Esporte (CAS) para conseguir jogar pela Itália, uma vitória jurídica que só aconteceu em 2023.

Ascensão meteórica e títulos com a Azzurra

Logo após receber a cidadania italiana, a jogadora teve uma ascensão meteórica no cenário internacional. No mesmo ano da liberação, ela recebeu sua primeira convocação para o Campeonato Europeu. Posteriormente, em 2024, transformou-se em peça-chave na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris e na conquista da VNL.

Atualmente, o elenco estrelado da Itália conta com duas das melhores opostas do planeta: Paola Egonu e Ekaterina Antropova. Embora Egonu seja frequentemente escalada como titular, o técnico argentino Julio Velasco utiliza Antropova como uma espécie de arma secreta para mudar o ritmo dos confrontos. Defendendo o Savino Del Bene no vôlei de clubes, a jovem de 23 anos se consolidou como uma das atacantes mais temidas da atualidade.

O troco do Brasil e a quebra da invencibilidade

Apesar do enorme talento de Antropova, o Brasil provou em 2026 que tem armas para neutralizar o poderio europeu. No reencontro em Brasília, as ponteiras Ana Cristina e Júlia Bergmann lideraram o ataque brasileiro com 22 e 18 pontos, respectivamente. Além disso, a central Diana brilhou no bloqueio para garantir a manutenção da invencibilidade brasileira na atual temporada da VNL.

Com esse resultado, o Brasil devolveu parte do fantasma de 2025, quando as italianas chegaram a ostentar uma sequência de 29 partidas invictas. Para os analistas e fãs do esporte, o duelo individual entre as atacantes brasileiras e a gigante Antropova promete ser o grande fio condutor dos próximos campeonatos mundiais.

Yasmin Lima é jornalista formada pela Universidade Paulista e graduanda em Marketing pelo MBA da USP. Tem experiência em redação, redes sociais e análise de dados, tendo atuado em empresas do grupo UOL e em contas do Governo e da Prefeitura de São Paulo. Apaixonada por comunicação digital, tem interesse especial em temas de entretenimento, política e esporte




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