Quem é o Trump brasileiro, candidato a deputado federal por MG

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Piloto de avião, Plínio Vicentin Junior, de 60 anos, decidiu estrear na política por um motivo especial: sua semelhança com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ele se filiou ao partido Novo e lançou sua candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais. O nome que pretende usar na urna, claro, não poderia ser outro: Plínio Trump.
Em entrevista a VEJA, Plínio disse que é simpático a Donald Trump, apoia o tarifaço imposto por ele contra produtos brasileiros, votará em Romeu Zema (Novo) para presidente e que não confia 100% nas urnas eletrônicas.
“Não tem como ter certeza de que o voto vai mesmo para uma pessoa se não houver um comprovante. Sem falar que, para os hackers de hoje em dia, não existe mais segredo. Eles podem violar tudo. Mesmo assim, confio que as urnas vão permitir que eu seja eleito”, disse o piloto, que já morou na Itália e também nos Estados Unidos.
Em 2001, ele trabalhou como piloto para a campanha do senador Magno Malta no Espírito Santo. “Transportei o senador por 65 dias. Nessa época, já comecei a me interessar por política”, relatou.
Morador de Varginha, no interior de Minas Gerais, Plínio relata que recebeu o apelido de Trump em 2014. A semelhança com o presidente dos EUA chamava a atenção de alguns amigos de um grupo no WhatsApp. “De repente, pode existir o Trump no Hemisfério Norte e eu posso ser o daqui. Tenho simpatia pelo presidente americano. Se eu for eleito, carrego o nome comigo sem problema nenhum”, admitiu.
Plínio Trump afirma que o tarifaço não foi fruto de influência do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para tentar intervir no debate político às vésperas das eleições.
O piloto também apoia as políticas adotadas pelo governo Trump contra imigrantes. “Trump não persegue ninguém. Lá, a realidade é outra. Ele quer tirar os grupos criminosos. O México, por exemplo, está abastecendo os EUA de drogas. O combate aos imigrantes é por causa dos problemas com as drogas”, declarou.
Trump já registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarou ter um patrimônio de 1,6 milhões de reais. Plínio informou ser dono de duas casas – uma no valor de 900.000 reais e outra de 450.000 reais – um carro e um terreno.
Diferentemente do presidente americano, uma das figuras mais conhecidas do mundo e que tem mais de 44 milhões de seguidores no Instagram, o Trump brasileiro ainda engatinha quando o assunto é popularidade. Na mesma rede social, o candidato do Novo tem apenas 384 seguidores e uma única publicação.
“Make Minas great again. Unir Minas Gerais. Cidades unidas para o futuro”, diz o texto registrado em uma montagem na qual Plínio aparece fantasiado de Trump entre as bandeiras dos EUA e de Minas Gerais.
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