Real Time: Marilia Arraes lidera e Humberto Costa vê Mendonça se aproximar na corrida pela 2ª vaga ao Senado por Pernambuco

Foi divulgada mais uma rodada de pesquisas de intenção de voto em Pernambuco realizada pelo instituto Real Time Big Data. A disputa pelo governo do estado está empatada e na corrida pelo Senado também podemos ter emoção até o final. Este ano duas vagas estão em disputa e a ex-deputada Marília Arraes (PDT) se mantém na liderança em todas as pesquisas, aparecendo com 29% das intenções de voto neste levantamento. Já a segunda vaga é que está acirrada: Humberto Costa (PT) segue numericamente à frente, com 20%, mas vê Mendonça Filho (PL) chegar a 18%.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado no fim de julho, Marília Arraes cresceu (+1), já que antes variava entre 27% e 28%. Humberto Costa manteve-se estável, já que em julho variava entre 20% e 21%. A grande diferença é que Miguel Coelho (União Brasil), que figurava com 22% das intenções, foi retirado de cena em favor de Eduardo da Fonte (PP), já que seus partidos estão federados e só havia mais uma vaga na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Na disputa interna, melhor para Da Fonte.
E o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) aparece em 4º lugar, com 12% das intenções de voto (perdeu 6 pontos em relação a julho). Ele é seguido pelo seu companheiro de chapa Túlio Gadêlha (PSD), que tem 11% (-3). Mais distantes na corrida, Carlos Sant’anna (Novo) tem 2% (manteve-se igual); Paulo Rubem Santiago (Rede) tem 1% (-1), enquanto os candidatos Samuel Timóteo e Maria Gorett Bitu (ambos da UP), Mariano Macedo (PSTU), Mailson Neto (PCO) e Gilvan Costa (DC) não pontuaram. Votos brancos e nulos somam 4% e os que não souberam responder 3%.
A pesquisa foi realizada a partir de entrevistas tanto presenciais quanto por telefone, considerando os 12 candidatos ao Senado por Pernambuco registrados no TSE. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-06056/2026.
O redesenho nas candidaturas da direita
O clã dos Coelhos, dominante no Sertão do estado, transferiu seu apoio para o bolsonarista Mendonça Filho (PL), que nem seria mais candidato ao cargo. Em julho, seu nome ainda foi testado numa pesquisa Quaest, com ele figurando em com média de 8%, em 3ºlugar, não muito distante de Humberto (13,3%). O PL já havia confirmado o vereador caruaruense Sílvio Nascimento (6%) na disputa do Senado, mas este acabou substituído por Mendonça diante do redesenho das candidaturas do campo da direita. Diferente de Miguel Coelho, o nome de Eduardo da Fonte (PP), deputado do “centrão” em Brasília, não goza de uma grande identificação com a direita pernambucana.
Da Fonte tem histórico de se associar às gestões, sejam elas comandadas por quem for. Nacionalmente foi aliado de Bolsonaro e hoje atua como aliado do governo Lula. No plano local, passou muitos anos com o PSB, migrou para Raquel Lyra e ainda tentou trocar de barco mais uma vez, mas não encontrou vaga na chapa do PSB e retornou para a base de Lyra. Enquanto Mendonça (ex-PFL, DEM e UB, hoje no PL) sempre foi antipetista, atuando como ministro do governo Temer e aliado do bolsonarismo. A definição de que Da Fonte seria o nome para o Senado e não Coelho, deixou o corredor da direita aberto para Mendonça Filho “correr sozinho”.



