Renan acusa Flávio Bolsonaro de ameaça: ‘pra fazer chantagem, a tua campanha sabe meu telefone’

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, reuniu apoiadores em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde aconteceria o debate nesta quinta-feira (1º) e disparou contra o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, acusando a campanha dele de fazer ameaças e chantagens.
Renan acusava Flávio de desistir do debate por conta da possibilidade do candidato do Missão participar, após a desistência do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Venderam uma história de que eu ia ao debate igual cachorro louco. O Flávio disse ‘não, eu não debato com cachorro louco’. Flávio, eu estou na tua cidade. Eu estou na tua casa. Se precisar ir a um bar pra gente debater, sem falar de nenhum dos seus escândalos, eu vou. Você tem meu telefone. Até porque, pra fazer chantagem, a tua campanha sabe meu telefone. Pra ameaçar, tua campanha sabe meu telefone”, acusou Renan, mas sem detalhar o que teria sido dito a ele.
De cima de um carro de som, o candidato do Missão seguiu desafiando e ironizando o senador bolsonarista. “Eu tô na sua casa, Flávio. Eu tô no Rio de Janeiro. Lugar onde você enganou a população com o escândalo da rachadinha. Estado em que você foi deputado estadual e nada fez para destruir o crime organizado”, disse.
O escândalo da rachadinha envolve a acusação de desvio de salários de assessores no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando ele era deputado estadual. Já o envolvimento com crime organizado envolve a proximidade do candidato com milicianos, como a família de Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, que atuavam no gabinete de Flávio.
Renan disse que a Globo vinha tratando a campanha com respeito, mas que foi excluído do debate por pressão de Lula e Flávio. E que soube pela imprensa que havia acordo das campanhas para que o debate fosse entre Lula, Flávio, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
“A campanha do Zema entra na justiça, cai na mão do Kassio Nunes, ministro corrupto, aliado do Flávio. Kássio Nunes dá uma decisão que não bate com a lei. E aí ele faz o rocambole e permite que o Zema vá, dado que ele é aliado do Flávio”, acusa Renan.
Segundo ele, com a desistência de Lula, teria de abrir uma vaga para o próximo candidato nas pesquisas. Mas o pedido não foi aceito.
“Foi uma decisão para que o Flávio chamasse seus amigos e eles ficassem na televisão fingindo que o Flávio não é ladrão. Duas horas fingindo que o Flávio não fez rachadinha, que ele não traiu a operação Lava Jato, que ele não recebeu R$ 130 milhões do [ex-banqueiro] Daniel Vorcaro”, disparou o candidato do Missão.



