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Renato Aragão pode encontrar em relógios de luxo alternativa para dívida envolvendo mansão de R$ 18 milhões

A determinação da Justiça do Rio de Janeiro para a penhora e avaliação de uma mansão de Renato Aragão, conhecido nacionalmente pelo personagem Didi, trouxe à tona uma discussão sobre alternativas para a administração de grandes patrimônios. Avaliado em R$ 18 milhões, o imóvel está relacionado a uma cobrança judicial que ultrapassa meio milhão de reais. Entretanto, uma estratégia envolvendo relógios de luxo poderia, em um cenário hipotético, oferecer uma saída para levantar recursos sem a necessidade de vender uma propriedade de alto valor.

A ação judicial está relacionada a débitos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referentes aos anos de 2021, 2022 e 2023. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os valores cobrados variam entre R$ 548 mil e R$ 676 mil. A assessoria do humorista informou que seus advogados acompanham a situação e que a pendência será regularizada.

Diante desse cenário, o especialista em relógios de luxo Renan Bastos, fundador da RC Crown e conhecedor do mercado internacional de alta relojoaria, explicou como determinados modelos podem funcionar como alternativas de liquidez patrimonial, permitindo a obtenção de dinheiro em prazos potencialmente menores do que os exigidos pela venda de um imóvel.

Relógios de luxo podem representar alternativa para grandes patrimônios

De acordo com Renan Bastos, uma das principais diferenças entre imóveis e relógios de alto padrão está na facilidade de transformar esses bens em dinheiro.

Embora propriedades imobiliárias possam alcançar valores milionários, a negociação costuma exigir tempo, documentação e a identificação de compradores interessados. Já determinados relógios de marcas renomadas possuem um mercado internacional de colecionadores e investidores, o que pode acelerar sua comercialização.

“Eu sempre faço essa comparação entre relógios e imóveis. Um imóvel pode valer milhões, mas você não consegue necessariamente transformar esse patrimônio em dinheiro no momento em que precisa. Já um Patek Philippe com alta demanda, se estiver no preço correto, pode encontrar comprador em questão de horas. Nós trabalhamos com um mercado internacional, no qual existem profissionais comprando e vendendo essas peças diariamente”, explica.

O especialista destaca que a procura por modelos específicos pode facilitar a revenda, especialmente quando se trata de peças raras, bem conservadas e acompanhadas de documentação original.

Entretanto, a rapidez da negociação depende de fatores como demanda, preço pedido e condições do mercado.

Relógio de mais de R$ 700 mil poderia ajudar a quitar dívida

Um dos exemplos apresentados pelo especialista é o Patek Philippe Aquanaut 5167R, modelo fabricado em ouro rosé e bastante conhecido entre colecionadores de alta relojoaria.

No mercado internacional de relógios usados, determinadas unidades podem alcançar valores entre R$ 543 mil (US$ 100 mil) e R$ 705,9 mil (US$ 130 mil), considerando a cotação ilustrativa de R$ 5,43 por dólar utilizada na análise.

O preço depende de características como ano de fabricação, conservação, procedência e presença de documentos e acessórios originais.

Esses valores são semelhantes aos montantes mencionados na cobrança judicial envolvendo Renato Aragão.

Dessa maneira, caso o humorista tivesse adquirido relógios desse segmento ao longo de sua carreira, a venda de uma ou mais peças poderia, hipoteticamente, contribuir para levantar os recursos necessários à regularização da dívida.

A comparação, porém, não significa que o artista possua esse modelo ou qualquer coleção de alta relojoaria.

Especialista explica diferença entre valor de mercado e dinheiro disponível

Apesar da possibilidade de comercialização rápida, Renan Bastos ressalta que o valor anunciado de um relógio não corresponde necessariamente à quantia que o proprietário receberá em uma negociação imediata.

Isso porque vendas realizadas com urgência podem exigir descontos, além de envolver taxas e custos de intermediação.

“É interessante perceber que um único relógio pode representar um valor financeiro dessa dimensão e, ao mesmo tempo, contar com uma rede internacional de compradores. Mas existe uma diferença fundamental entre o preço de mercado e quanto alguém está disposto a pagar imediatamente. É isso que determina a verdadeira liquidez”, observa Bastos.

Segundo o especialista, a existência de compradores internacionais e de profissionais especializados na negociação dessas peças contribui para a movimentação do setor.

No entanto, o potencial de revenda varia conforme o modelo e as condições econômicas, não havendo garantia de que um relógio possa ser vendido rapidamente pelo valor estimado.

Relógios de luxo também podem valorizar ao longo dos anos

Outro aspecto destacado por Renan Bastos é a possibilidade de valorização de determinadas peças de alta relojoaria.

Modelos de fabricantes tradicionais podem despertar interesse de colecionadores por fatores como produção limitada, exclusividade e reconhecimento internacional.

Em alguns casos, essas características contribuem para a preservação ou valorização do preço no mercado secundário. Por outro lado, os relógios também estão sujeitos a oscilações de demanda, custos de manutenção e eventuais perdas financeiras.

O especialista enfatiza que a aquisição desses produtos não deve ser interpretada como uma substituição automática dos investimentos imobiliários.

“Eu não acho que alguém deva trocar seus imóveis por relógios. São ativos completamente diferentes. Um imóvel pode ser uma excelente forma de construir patrimônio no longo prazo. O que eu sempre procuro explicar é que, quando comparamos a facilidade de transformar esses bens em dinheiro, determinados relógios de alta liquidez podem ter uma vantagem muito grande.”

A avaliação considera que diferentes categorias de patrimônio podem desempenhar funções complementares, especialmente quando o proprietário precisa equilibrar bens de longo prazo com recursos que possam ser acessados mais rapidamente.

Penhora de mansão não significa perda imediata do imóvel

No caso de Renato Aragão, a determinação judicial de penhora e avaliação da propriedade não representa, por si só, a perda definitiva do imóvel.

O procedimento faz parte das medidas que podem ser adotadas para garantir o pagamento de uma dívida, respeitando as etapas previstas na legislação.

A assessoria do artista já informou que a questão está sendo acompanhada por seus representantes jurídicos e que os valores pendentes serão quitados.

A possibilidade de utilização de relógios de luxo como alternativa financeira é apenas uma simulação apresentada pelo especialista, sem qualquer indicação de que o humorista possua os modelos mencionados ou tenha intenção de vender bens pessoais para solucionar a cobrança.

Diversificação e liquidez são fundamentais na administração de fortunas

Para Renan Bastos, a situação envolvendo o patrimônio de Renato Aragão serve como exemplo da importância de avaliar não apenas o valor total dos bens, mas também a facilidade de convertê-los em recursos financeiros quando necessário.

O especialista argumenta que possuir propriedades milionárias não significa, necessariamente, ter acesso imediato a grandes quantias em dinheiro.

Nesse contexto, a diversificação patrimonial pode oferecer maior flexibilidade diante de compromissos financeiros inesperados.

“Um patrimônio saudável não é necessariamente aquele que tem o maior valor no papel. É aquele que também oferece flexibilidade. Você precisa entender o que possui, quanto aquilo realmente vale e com que facilidade conseguiria transformar parte desse patrimônio em dinheiro.”

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