Republicanos e União Brasil realizam suas convenções com indícios de abandono a Flávio Bolsonaro

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União Brasil e Republicanos realizam suas convenções nacionais nesta terça-feira, 4, em um momento decisivo para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. As duas legendas acenam para a neutralidade no que diz respeito à disputa ao Palácio do Planalto, enquanto Flávio faz os últimos esforços para conseguir coligações que possam garantir a ele maior tempo de propaganda em TV e rádio, além da possibilidade de ter um vice indicado por um partido aliado.
O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) tem até esta quarta-feira para selar as parcerias e, para se dedicar a isso, abriu mão de agendas de campanha até lá. Todos os esforços dele estarão concentrados em interlocuções partidárias.
O Republicanos resiste em se coligar ao PL. O partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus faz a sua convenção a partir das 9h, em Brasília, sem indicar que vai se coligar com o PL. Nem mesmo a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é certa no evento. A maioria dos diretórios estaduais defende a neutralidade, enquanto o Republicanos de São Paulo pede para que os partidos caminhem oficialmente juntos. Flávio tenta a coligação para que a economista Daniella Marques (Republicanos) possa ser a sua vice.
Os apelos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, feitos nesta segunda-feira, não surtiram efeito até o momento sobre o principal cacique do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP).
Já o encontro do União Brasil será realizado na sede da legenda, mas em formato híbrido, a partir das 16h. Os convites para os integrantes do Diretório Nacional e delegados estaduais foram despachados ainda na semana passada. Para as eleições de outubro, o partido de Antonio Rueda firmou aliança com o PP de Ciro Nogueira, o que resultou na federação União Progressista.
Na última sexta-feira, 31, o Radar mostrou que a senadora Tereza Cristina (PP) teria aceito o convite para compor a chapa majoritária ao Planalto, mas as pretensões do pré-candidato do PL foram freadas com a decisão do bloco pela neutralidade na disputa presidencial. Além das tensões em torno da conjuntura atual, a reunião do União Brasil debaterá o planejamento e governança interna, levando em consideração o futuro da sigla no cenário nacional.
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