Roger destaca preparação do Atlético para o clássico

Após a derrota para o São Bernardo na última rodada da Série B, o técnico Roger Machado teve uma semana para preparar o elenco do Atlético para o clássico diante do Goiás, que acontece neste sábado (26). O treinador valorizou o período entre uma partida e outra e explicou que o tempo foi utilizado não apenas para os treinamentos, mas também para recuperar os jogadores dos desgastes da sequência de jogos. Roger ainda destacou a importância do clássico e lembrou que o campeonato terá mais oito rodadas após o confronto.
“Uma semana muito boa de trabalho, onde usamos também para recuperar alguns atletas dos desgastes, dos jogos, do cansaço, tentamos fazer um controle de minutagem no treino para realmente de todos no sábado. Então a semana foi muito boa de trabalho, acho importante entendermos o quanto vale o jogo, o quanto vale uma vitória, mas também entender que depois do jogo de sábado tem mais oito partidas, tem 24 pontos em disputa e que a gente não pode achar que está tudo para esse jogo”.
Apesar da importância do clássico, Roger afirmou que procura evitar uma pressão excessiva sobre os jogadores. O treinador citou as duas experiências recentes em que o Atlético terminou uma partida com menos de 11 jogadores e reforçou a necessidade de equilíbrio durante o confronto.
“Daqui a pouco a gente vence, enfim, eu gostaria de vencer todos os jogos, mas eu encaro como um grande jogo, como um clássico. Uma final, como eu tenho encarado todos os jogos aqui. Me preparado para isso, tentado preparar os atletas. Mas também sem pilhar ninguém. A gente precisa começar com 11, terminar com 11. Já que já tivemos duas experiências ruins com isso. Também falei sobre a semana, a gente vai ter um grande árbitro no jogo, então está com a cabeça boa para fazer um grande jogo e buscar o equilíbrio”.
Durante a semana de preparação, o Atlético optou por abrir alguns treinamentos à imprensa, enquanto outros foram realizados com os portões fechados. Roger explicou que a estratégia faz parte da preparação para um clássico e permite trabalhar algumas alternativas sem expor as mudanças ao adversário.

“Então é uma decisão em comum acordo que nós precisamos fazer algo para mobilizar um pouco mais para o jogo. Mas é isso. A ideia é poder fazer algumas experiências, poder mexer algumas peças. Daqui a pouco no modelo, que a gente entende que em cima daquilo que o Goiás possa estar errando. E nós tentarmos enfatizar uma jogada em cima daquilo que a gente tem visto como uma falha na equipe adversária. Focar, daqui a pouco uma palavra ali”.
O treinador também destacou a possibilidade de utilizar os treinamentos para trabalhar situações específicas do confronto, desde a marcação individual até as jogadas de bola parada.
“Vocês sabem que eu sou ativo no treino, então eu gosto de ter uma palavra. Daqui a pouco um incentivo. Nós temos que ir em cima de tal jogador, temos que acreditar. Esse marca bem, esse marca melhor, esse marca pior. Bola parada, esse é bom, esse aqui a gente pode tirar proveito. Eu acho que tudo isso vale para o clássico. A gente tem que ter as nossas armas também. Pensando que, mais uma vez, a gente tem o mínimo de informação do adversário. Já que o adversário não falou durante a semana. Os treinos também estão fechados. Então tem um clima que a gente precisava também entrar. Entender o quão vale esse jogo. Acho que foi muito válido, a gente conseguiu fazer algumas mudanças. Nos deu um pouco mais de leque para o jogo devido à sua importância”.
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