Rogério Marinho esboça planos no Senado em caso de vitória de Flávio Bolsonaro

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Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho afirmou, em entrevista às Páginas Amarelas, de VEJA, que é pré-candidato ao comando do Senado, posto central para a governabilidade e o projeto de poder do PL em caso de sucesso na corrida ao Palácio do Planalto, não menos pela defesa aberta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao passo em que reconhece haver outros nomes capazes de desafiar a reeleição cobiçada pelo atual chefe do Legislativo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o parlamentar do Rio Grande do Norte já traça planos para um cenário em que ele ocuparia a cadeira mais potente do Congresso.
“Estimamos que o PL deve chegar a 24 ou 25 senadores, o que é 30% da Casa. Com esse tamanho, ganhando a eleição presidencial, vamos reunir os demais partidos que convergem conosco e propor uma candidatura, que pode ser a minha ou pode ser de uma outra pessoa. Ficaria muito honrado em ter a oportunidade de presidir o Congresso Nacional, mas não é um fim em si mesmo”, declarou Marinho.
Questionado sobre as prioridades legislativas de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, o líder da oposição discorreu longamente sobre a necessidade de uma reforma do Poder Judiciário, passando pela delimitação das competências do STF, fixação de mandatos para ministros, pelo fim das decisões monocráticas e pelos supersalários.
Atualmente no exercício de um mandato que vai até fevereiro de 2031, Marinho propôs já agora, com a campanha eleitoral em curso, mudanças no regimento interno do Senado para servir de remédio contra o que ele considera uma omissão do atual presidente da Casa diante de uma enxurrada de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, sendo Alexandre de Moraes, inimigo público número 1 do bolsonarismo, o principal alvo deles.
Se o projeto for adotado, deve facilitar a abertura de processos por crime de responsabilidade contra os togados, como na hipótese de um pedido receber a assinatura de 49 senadores, o que resultaria automaticamente no início do procedimento. Mas, mesmo sem qualquer assinatura, a resolução permitiria ao presidente do Senado dar a largada no impeachment de um ministro.
Ainda assim, Marinho evita afirmar peremptoriamente que abriria um processo de impeachment se for eleito chefe do Congresso. “Não quero ser exatamente como Alexandre de Moraes, que é quem acusa e quem julga. Quero me colocar no papel de magistrado. Se os elementos de prova me convencerem, votarei favorável ao afastamento em definitivo do ministro processado. Hoje, não há maioria no Senado pró-impeachment de um ministro, mesmo com todas as provas de crime de responsabilidade”, disse a VEJA.
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