Saiba quem são os 5 deputados federais mais votados em São Paulo

Com votação recorde, Lucas Pavanato (PL) e Erika Hilton (PSOL) encabeçam a lista de mais votados para a Câmara dos Deputados em São Paulo. Os cinco primeiros têm em comum a idade —todos com menos de 40 anos— e vêm de campos opostos da política brasileira.
Completam o grupo Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão) e Tabata Amaral (PSB).
Veja a seguir o perfil dos deputados mais votados para representar São Paulo em Brasília.
Lucas Pavanato (PL) – 3 milhões de votos
Aos 28 anos, Lucas Pavanato bateu o recorde de Eduardo Bolsonaro, que em 2018 teve 1,8 milhão de votos, até então a maior votação para deputado federal no estado e no país.
Natural de Sorocaba, Pavanato é empresário e administrador. Entrou para a política durante as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e, em 2018, se tornou estagiário do então vereador Fernando Holiday, em São Paulo.
Em 2022, disputou vaga para deputado estadual pelo Novo, e recebeu 36,2 mil votos, ficando como suplente. No ano seguinte, próximo a Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira, filiou-se ao PL e, em 2024, foi o vereador mais votado do país, com 161,3 mil votos para a Câmara paulistana.
Nos últimos anos, Pavanato fez fama com vídeos de confronto em universidades paulistas, que lhe renderam uma investigação do Ministério Público de São Paulo por possível abuso de poder e dano ao erário. Pessoas trans são alvo recorrente de suas publicações.
Erika Hilton (PSOL) – 1,5 milhão de votos
Erika Hilton é a mulher mais votada da história para a Câmara Federal, com mais de 1,4 milhão de votos em São Paulo. Ela superou os pouco mais de 1 milhão de votos que recebeu Joice Hasselmann (então PSL-SP), em 2018.
Reeleita, a deputada de 33 anos quintuplicou o total de votos que recebeu em 2022, quando chegou aos 256,9 mil votos. Desde então, se tornou voz importante dentro da esquerda ao longo do governo Lula, principalmente no embate direto contra os principais nomes da direita, como Nikolas Ferreira, e por propor o projeto que discute o fim da escala 6×1.
Nascida em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, passou pela Universidade Federal de São Carlos e foi codeputada estadual pela Bancada Ativista do PSOL na Alesp.
Em 2020, elegeu-se vereadora na capital com 50,5 mil votos e foi a mulher mais votada do país para o cargo naquele ano –além de ser a primeira mulher trans da Câmara Municipal de São Paulo. No cargo, aprovou o Fundo Municipal de Combate à Fome e presidiu a primeira CPI sobre violência contra pessoas trans e travestis.
Sâmia Bomfim (PSOL) – 583 mil votos
Nascida em Presidente Prudente, interior de São Paulo, Sâmia Bomfim tem 37 anos e vai exercer seu terceiro mandato. Mudou-se para a capital em 2007 para cursar letras na USP, onde atuou no movimento estudantil e depois se tornou funcionária de carreira na universidade na área administrativa.
Bomfim se tornou vereadora em 2016, com mais de 12 mil votos, a mais jovem da Câmara paulistana à época.
Chegou a Brasília em 2018, com 249,8 mil votos, a mais votada do PSOL no estado, e liderou a bancada do partido em duas ocasiões. Ela se destaca por uma atuação centrada em direitos das mulheres e combate à violência de gênero. É casada com o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), com quem tem um filho.
Kim Kataguiri (Missão) – 520 mil votos
Aos 30 anos, o deputado é nascido em Salto, no interior paulista. Ele chega ao terceiro mandato na Câmara, sendo o primeiro pelo Missão, partido fundado por integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre). Neto de imigrantes japoneses, foi um dos fundadores do grupo e uma das principais lideranças das manifestações pelo impeachment de Dilma.
A revista Time listou Kim entre os jovens mais influentes do mundo em 2015.
O parlamentar elegeu-se em 2018 pelo DEM, com 465,3 mil votos, o quarto maior do estado, e chegou a lançar candidatura à presidência da Câmara antes de tomar posse. Em 2022, pelo União Brasil, teve cerca de 295 mil votos. Naquele ano, foi criticado por dizer em um podcast que a Alemanha errou ao criminalizar o nazismo.
Cogitado para o governo paulista, optou pela reeleição e fez campanha colado a Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão.
Tabata Amaral (PSB) – 476 mil votos
Criada na Vila Missionária, na periferia da zona sul de São Paulo, a deputada é filha de um cobrador de ônibus e de uma diarista. Medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, formou-se em ciência política e astrofísica pela Universidade Harvard. Amaral também é ativista pela educação e cofundou o movimento Mapa Educação.
Atualmente com 32 anos e seguindo para o terceiro mandato, elegeu-se em 2018 pelo PDT, com mais de 260 mil votos. No ano seguinte, votou a favor da reforma da Previdência contra a orientação do partido, foi suspensa e travou disputa na Justiça Eleitoral para sair do partido sem perder o cargo, até migrar para o PSB. Reelegeu-se em 2022 com 337,8 mil votos.
É autora do projeto que originou o programa Pé-de-Meia, poupança para alunos do ensino médio público, e da lei de distribuição gratuita de absorventes nas escolas.
Em 2024, disputou a Prefeitura de São Paulo e ficou em quarto lugar.
Folha de São Paulo



