Sem citar Lulinha, Andrei diz que PF atua sem proteger ou perseguir e prega atuação técnica

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a corporação atua com autonomia e sem proteger ou perseguir e defendeu uma atuação técnica e livre de qualquer viés político.
A declaração ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação da PF em investigações que alcançam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Nesta quinta-feira (30), o presidente Lula (PT) disse em entrevista ao Jornal Nacional que a PF “está vazando coisas para a imprensa” a respeito do caso.
Andrei não citou a declaração nem as investigações sobre tráfico de influência que miram o filho do presidente. A fala do diretor da PF foi feita nesta sexta-feira (28) durante cerimônia de formação de novos policiais federais em Brasília.
“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira”, afirmou Andrei no discurso.
“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, acrescentou.
Ele voltou a destacar a atuação da PF durante sua gestão. Segundo Andrei, a imparcialidade é fundamental também para proteger a instituição de ataques, independentemente de sua origem.
Na sequência, o diretor-geral reforçou a necessidade de preservar o caráter técnico das ações da corporação.
“Nunca se esqueçam que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”, disse.
Andrei Rodrigues acrescentou que a Polícia Federal se consolidou como uma instituição de Estado, moderna e reconhecida internacionalmente.
Segundo o diretor-geral da PF, a corporação atua com rigor e coragem no enfrentamento ao crime organizado, com atenção especial aos integrantes que ocupam o topo das estruturas criminosas.
“Uma polícia moderna, de Estado, que é referência no mundo todo, que enfrenta com rigor e coragem a criminalidade organizada, com foco na elite que financia e lucra com o crime”, disse.
Folha de São Paulo



