Sobrinho de Suplicy é candidato a deputado estadual pelo Novo de SP

Sobrinho de Eduardo Suplicy (PT), o agrônomo Pedro Suplicy concorrerá a deputado estadual pelo Novo em São Paulo na eleição deste ano, com um número de urna que faz referência ao PT: 30.013.
Aos 56 anos, Pedro diz que tem o tio, 85, como inspiração, por sua dedicação à causa social e à integridade. Ele é filho de Helena Maria Matarazzo Suplicy, conhecida como Besita, e irmã do petista.
“As inspirações ficam mais ou menos por aí”, afirma o sobrinho, que é crítico do modelo de repasses do Bolsa Família, tem resalvas ao renda básica, principal bandeira do tio, e é defensor de políticas de incentivos aos empresários.
“Inspirado no programa renda básica, desenvolvi um projeto com estratégias e capacitação para os contemplados quando saem do programa. O povo brasileiro é empreendedor.”
“É preciso um saneamento no Bolsa Família, porque existem muitas fraudes. Famílias unipessoais recebem R$ 600, o mesmo valor pago a uma família com dois filhos”, diz Pedro.
Uma de suas propostas, se for eleito, será a criação de unidades semelhantes ao Poupatempo para pequenos e médios empresários.
“Temos que fomentar o balcão de empregos e ajudar o empresário a desenvolver o seu negócio, oferecendo-lhe assistência jurídica e contábil, por exemplo, concentrando serviços em um único prédio”, afirma o candidato pelo Novo.
A escolha pelo número 13 em sua urna partiu do próprio Pedro e pesou a proximidade com o tio, que é um dos fundadores do PT. No entanto, houve no Novo quem discordasse da ideia.
Pedro não quis comentar à coluna mais detalhes sobre o seu número, alegando receio de infringir a legislação eleitoral —candidatos só podem começar a pedir votos a partir do dia 16 de agosto.
Filiado ao Novo desde agosto de 2025, Pedro disse que deixou o tio contente quando lhe contou que seria candidato.
“Ele [Eduardo] falou que serei um bom candidato, e poderemos estar juntos na Alesp”, afirmou o sobrinho. Suplicy, deputado estadual, deve disputar a reeleição.
“Nossas conversas são mais relacionadas à renda básica, porque eu tentei entender os caminhos que ele propõe e cheguei à conclusão de que é melhor o perfil mais liberal, e não uma proposta universal”, completa o candidato pelo Novo.
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Folha de São Paulo



