Suspeito de atentado contra tenente da Rota morre em confronto

Um homem, suspeito de participação indireta no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, morreu na manhã desta quarta-feira (1º) após trocar tiros com policiais militares em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. A ação policial ocorreu durante uma abordagem para apurar o possível envolvimento do indivíduo no crime contra o oficial, que aconteceu no último sábado (27) em São Caetano do Sul.
O que aconteceu
- Um suspeito de atentado contra tenente da Rota morreu em confronto com a Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.
- A morte ocorreu durante uma abordagem policial para investigar a possível participação indireta do homem no crime contra o oficial.
- O atentado contra Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, foi planejado por cerca de quatro meses, revelam as investigações.
Segundo informações da Polícia Militar, equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram ao local para verificar uma denúncia sobre o possível envolvimento do suspeito na tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel. Durante a abordagem, o homem reagiu armado, dando início a um confronto com os policiais.
Ele foi baleado e, apesar de ter sido socorrido para uma unidade de saúde na região, não resistiu aos ferimentos e faleceu. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial (DP) como morte decorrente de intervenção policial e será investigada pela Polícia Civil.
Qual o posicionamento da secretaria de segurança?
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) esclareceu que o homem falecido não é apontado como autor direto do atentado contra o tenente Pimentel. Contudo, a pasta confirmou que a equipe da Rota foi ao endereço para apurar informações sobre uma possível participação indireta no crime, com base nas denúncias recebidas.
A Polícia Militar reiterou que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira a condição de suspeito direto da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel, mas sim que a intervenção ocorreu para averiguar denúncia sobre eventual participação indireta no crime. A corporação destacou que o indivíduo reagiu armado contra os policiais, levando à intervenção fatal.
A investigação sobre o ataque ao tenente
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o atentado contra Ronickson Pimentel dos Santos foi planejado e monitorado por um período de quatro meses. A apuração inicial indica que os criminosos começaram a observar a rotina do policial já em fevereiro e já identificaram um dos suspeitos de efetuar os disparos.
Imagens do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul revelam que um carro branco, considerado veículo de apoio à fuga dos atiradores, circulou desde fevereiro por locais frequentemente visitados pelo tenente. Esse automóvel foi localizado na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento em Guaianases.
A motocicleta utilizada pelos criminosos havia sido roubada em março, na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Antes do atentado, os suspeitos instalaram uma placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, conforme apurado pela investigação. O veículo foi apreendido e encaminhado para perícia no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso. A proprietária do estacionamento onde o carro foi encontrado também prestou depoimento aos investigadores. Dois suspeitos já foram presos por suposta participação na ação criminosa durante o fim de semana.
Qual o estado de saúde do tenente Ronickson Pimentel?
Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça no último sábado (27) e permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. Ele passou por uma cirurgia neurológica e seu estado de saúde é acompanhado de perto.
O oficial é irmão de Eloá Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves. O caso de Eloá foi um dos crimes de maior repercussão na história recente do país, gerando ampla comoção e debate público.
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