Tempestade de granizo em Goiânia: veja bairros mais atingidos

fenômeno climático
Levantamento aponta Jardim Guanabara, Setor Sul, Vera Cruz e Leste Universitário entre os bairros com maior volume de chuva durante temporal
Quintal fica coberto por uma camada de granizo após tempestade acompanhada de chuva intensa (Foto: cedida ao Mais Goiás)
Levantamento meteorológico aponta que o Jardim Guanabara, o Setor Sul, o Vera Cruz e o Leste Universitário foram, respectivamente, os bairros mais atingidos pela tempestade com granizo que caiu sobre Goiânia na noite deste domingo (14/6). Em algumas setores, o acumulado de chuva ultrapassou os 60 milímetros em poucas horas, índice suficiente para provocar uma série de transtornos urbanos. A capital registrou enxurradas, alagamentos e destruição provocada pelas pedras de gelo.
De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o maior volume de chuva foi registrado no Jardim Guanabara, na Região Norte, que acumulou 64 mm. Logo atrás aparecem o Setor Sul, com 50,4 mm, e o Vera Cruz e o Leste Universitário, empatados com 44,6 mm. A lista dos locais mais atingidos inclui ainda a ETA Mauro Borges (40,8 mm), o Centro (40,4 mm), o Parque Amazônia (35,4 mm), o Eldorado (30,8 mm) e o Jardim América (28,4 mm).
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Em vídeos gravados por moradores, é possível ver ruas completamente tomadas pela água, motocicletas arrastadas pela correnteza e motoristas ilhados em vias importantes da capital. Além da chuva intensa, ventos fortes, raios e granizo atingiram diferentes regiões de Goiânia. Em alguns bairros, as pedras de gelo destruíram telhados e provocaram danos a imóveis, aumentando o rastro de prejuízos deixado pelo temporal.
O balanço do Cimehgo mostra que o temporal avançou por praticamente toda a cidade, mas de forma irregular: enquanto o acumulado superou os 50 mm em determinados setores, outras regiões não chegaram a registrar 25 mm.
O que explica o fenômeno?
Segundo o meteorologista André Amorim, o evento é considerado raro para este período do ano. Ele explica que a primeira quinzena de junho quebrou o padrão seco do Cerrado devido à combinação de três fatores: a atuação de múltiplas frentes frias com avanço continental, o rompimento do bloqueio atmosférico tradicional da região e o transporte de umidade direto da Amazônia para o Centro-Oeste. Juntos, esses sistemas provocaram tempestades muito acima do esperado para a época.
Apesar de os volumes estarem abaixo do que costuma registrar o auge do período chuvoso, a intensidade da tempestade em pleno junho surpreendeu os especialistas e reforça as anomalias climáticas deste ano.
Agora, a atenção se volta para os próximos dias. A umidade que permaneceu na atmosfera ainda pode gerar novas áreas de instabilidade no estado. Além disso, os meteorologistas monitoram uma nova frente fria, prevista para os dias 20 e 21 de junho, que tem potencial para provocar novos episódios de chuva, especialmente nas regiões Centro-Sul de Goiás.
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