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TRAGÉDIA: Ator de ‘Tempos Modernos’ morreu após sofrer acidente em escada rolante

O ator Elias Gleizer morreu no dia 16 de maio de 2015, aos 81 anos. O artista estava internado no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, e teve como causa da morte uma falência múltipla de órgãos, decorrente de complicações após sofrer uma queda em uma escada rolante que gerou uma fratura na costela e perfuração no pulmão, somada a um quadro pré-existente de insuficiência renal crônica. Sua partida provocou imensa comoção em todo o país e rendeu inúmeras homenagens emocionadas de colegas de profissão, autores e diretores que reconheciam nele um dos rostos mais doces, expressivos e carismáticos da televisão nacional.

Carreira de Elias Gleizer

Nascido em São Paulo no ano de 1934, filho de imigrantes judeus poloneses, Elias Gleizer começou sua trajetória artística ainda jovem na extinta TV Tupi durante os anos 1950, vivenciando de perto a transição do teatro ao vivo primitivo para a era de ouro e o glamour das telenovelas diárias. Ao longo de sua brilhante e extensa carreira artística, participou de mais de 50 produções na televisão, entre novelas de enorme sucesso, minisséries históricas e especiais marcantes.

Gleizer construiu uma marca registrada inconfundível na cultura pop brasileira: sua figura acolhedora o consagrou perante o público como o “vovô” ou a figura paterna ideal, trazendo aconchego a qualquer trama. Entre seus papéis de maior sucesso popular e relevância na história da telinha, destacam-se:

Tio Zé em “Sonho Meu” (1993): O bondoso velhinho artesão que acolhia e protegia a pequena Maria Carolina (Carolina Pavanelli) tornou-se um dos personagens mais marcantes, queridos e emocionantes da história das novelas das seis da TV Globo.

Abraão em “Tempos Modernos” (2010): Na trama das sete de Bosco Brasil, o veterano deu vida ao patriarca pai de Dr. Otto (Marcos Caruso), entregando uma atuação repleta de sabedoria, doçura e uma química cênica impecável com o elenco que garantiu o tom familiar, dinâmico e cativante da produção.

Padre Olavo em “Terra Nostra” (1999): Uma atuação memorável, sensível e extremamente carismática na grandiosa superprodução de época escrita por Benedito Ruy Barbosa, ambientada nos cafezais paulistas.

Canequinha em “Anjo Mau” (1997): Outro tipo popular, humano e cativante que conquistou a simpatia imediata dos telespectadores no horário das seis, demonstrando sua facilidade em criar tipos inesquecíveis.

Diógenes em “Passione” (2010) e Seu Pepe em “Flor do Caribe” (2013): Trabalhos que reafirmaram sua versatilidade, vitalidade e fôlego cênico em personagens centrais de forte apelo emocional nas faixas das nove e das seis.

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