Política

TSE registra 110 crimes eleitorais no país de menor potencial ofensivo, sem incidentes graves

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, visitou o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília, na tarde deste domingo (4), para acompanhar o esquema de segurança do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.

Balanço divulgado pelo órgão, com dados registrados até às 11h, apontou a ocorrência de 110 crimes eleitorais em todo o país, dos quais 65 correspondem a atos de propaganda eleitoral irregular e 45 à prática de compra de votos.

As ações de fiscalização conduzidas pelas forças de segurança contabilizaram 16 prisões em flagrante, 41 pessoas conduzidas a delegacias, dez termos circunstanciados e a abertura de cinco inquéritos policiais.

A operação mobiliza um efetivo aproximado de 35 mil policiais em todo o território nacional, reunindo agentes de corporações estaduais e federais com suporte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Segundo representantes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a propaganda irregular e a compra de votos mantêm o histórico de infrações mais frequentes em dias de votação.

O diretor-geral da PRF, Antonio Fernando Souza Oliveira, informou que a atuação das patrulhas nas rodovias federais prioriza a garantia da fluidez do trânsito e a segurança nos trajetos dos eleitores até os locais de votação.

Ao avaliar o andamento do pleito no centro de monitoramento, Kassio Nunes Marques destacou a integração entre as instituições de segurança e apontou um clima de normalidade nas seções eleitorais.

“Até o momento, o que podemos repassar é que o ritmo da votação está indo muito bem, as eleições estão indo muito bem, com pouquíssimos incidentes”, afirmou o ministro. O presidente da Corte Eleitoral acrescentou que não foram registrados bloqueios significativos em estradas e disse esperar que “o dia continue assim e a gente encerre mais esse capítulo da democracia brasileira”.

A visita contou com a presença do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges de Sousa Filho, e de autoridades da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).




Brasil de Fato

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