Universidade em Anápolis busca voluntários para simular pacientes em aulas de Medicina; veja como participar

Pessoas interessadas em participar da formação de futuros médicos podem se inscrever na 3ª Oficina de Treinamento de Paciente Simulado da Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica), em Anápolis. A atividade será realizada na quinta-feira (22), das 18h às 22h, no auditório do Bloco E da instituição. A participação é gratuita e garante o direito a certificado de quatro horas. Além disso, a oficina também busca ampliar o grupo de pessoas que poderão ser chamadas para representar pacientes em aulas práticas e avaliações do curso de Medicina. Essas participações futuras poderão ser remuneradas, mas a universidade não informou os valores.
O treinamento é aberto a estudantes de graduação de outros cursos, colaboradores da instituição e população em geral. Não é necessário ter experiência com teatro, interpretação ou conhecimento na área da saúde. A capacitação vai abordar expressão corporal, improvisação, construção de personagens e interpretação de emoções e comportamentos, além de exercícios com roteiros clínicos.
Segundo o professor Higor Chagas Cardoso, médico cirurgião vascular, doutor em Ciência da Saúde e docente e membro do Colegiado do curso de Medicina da UniEvangélica, a proposta é preparar pessoas comuns para representar situações clínicas de forma consistente, ajudando os estudantes a praticar o atendimento antes de lidar com pacientes reais.

“Mais importante do que ter experiência em interpretação é demonstrar interesse, comprometimento, disponibilidade para aprender e capacidade de seguir orientações. Durante a capacitação, os participantes aprenderão técnicas básicas de interpretação e comunicação, com acompanhamento dos docentes responsáveis. Nosso objetivo é mostrar que qualquer pessoa, desde que adequadamente preparada, pode contribuir para a formação dos futuros médicos”, destaca.
Como funciona o trabalho de paciente simulado?
O paciente simulado representa uma pessoa que procura atendimento médico e segue um roteiro preparado para reproduzir sintomas, histórico de saúde, reações emocionais e respostas às perguntas feitas durante a consulta. A atuação precisa ser padronizada para que os estudantes enfrentem situações comparáveis e possam ser avaliados com critérios semelhantes.
“Por exemplo, um paciente com dor abdominal pode precisar demonstrar desconforto, preocupação e determinadas reações durante o exame físico. O objetivo não é simplesmente interpretar um personagem, mas representar uma situação clínica com fidelidade, permitindo que os estudantes vivenciem experiências próximas da realidade e sejam avaliados em condições semelhantes”, afirma o médico.
As simulações podem envolver desde consultas para investigar sintomas até situações emocionalmente delicadas, como conversar com uma pessoa ansiosa ou explicar informações relacionadas a um possível diagnóstico. Também são usadas em avaliações práticas nas quais os estudantes precisam demonstrar habilidades de comunicação, raciocínio clínico e condução do atendimento.
“As habilidades a serem desenvolvidas envolvem a capacidade de realizar um atendimento humanizado, praticar uma escuta ativa e qualificada das queixas dos pacientes e comunicar notícias difíceis de forma que o paciente se sinta amparado e tenha suas dúvidas devidamente esclarecidas. Além disso, os estudantes aprendem a lidar com situações inesperadas, controlar suas emoções e adaptar sua comunicação às necessidades de cada paciente. Formar um bom médico não significa apenas ensinar a diagnosticar e tratar doenças, mas também preparar esse profissional para compreender e cuidar das pessoas”, reforça Higor Chagas Cardoso.

Remuneração
A oficina de treinamento é gratuita e tem caráter formativo. A remuneração pode ocorrer em participações futuras, caso os voluntários sejam convidados para atividades acadêmicas do curso de Medicina.
Higor explica que a universidade pretende ampliar o grupo de pessoas capacitadas para essas atividades, mas os convites vão depender da programação e das necessidades do curso. Não há informação sobre valores, quantidade de oportunidades ou garantia de participação remunerada após a oficina.
Por isso, quem tiver interesse deve entrar em contato com a organização para esclarecer dúvidas sobre o treinamento e sobre as condições de eventuais atividades futuras.
Para mais informações, a universidade disponibiliza o contato da professora de atuação Fernanda Faria, pelo WhatsApp (62) 98157-5748.
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