Política

Veja em gráficos os candidatos com mais seguidores em cada rede social

Na reta final das eleições, Lula (PT) reúne o maior número de seguidores na maior parte das plataformas de redes sociais, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) se destacam em engajamento –curtidas, comentários e compartilhamentos.

Entre os candidatos a deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG) e MC Gui (PSD-SP) despontam como os mais populares. O parlamentar mineiro, que busca a reeleição, tem mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, enquanto o cantor soma 11 milhões no Facebook.

Também se destacam Luciana da Culinária (Podemos-GO), que lidera no YouTube com 9 milhões (embora seu canal seja apenas de culinária), e Adilson Barroso Bolsonarista (PL-SP), com 8,2 milhões no Facebook.

Na disputa pelo Senado, a família Bolsonaro ocupa o topo do ranking: Michelle (PL-DF) tem 8,3 milhões de seguidores no Instagram, seguida de Carlos (PL-SC), com 4,2 milhões na mesma plataforma. Na sequência, aparecem Marcos do Val, com 4 milhões no Facebook; Geraldo Rufino, com 3,6 milhões no Instagram; e Gustavo Gayer, com 3,1 milhões também no Instagram.

Os dados são de um levantamento da Folha em parceria com a Tubular, plataforma da empresa Chartbeat que monitora sites e redes sociais por meio de diferentes métricas. A análise abrange apenas os perfis informados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelos quase 21 mil candidatos nas eleições de 2026.

Considerando os 20, 9 mil candidatos do país, os perfis com maior número de seguidores são Nikolas Ferreira (22,3 milhões), Lula (15,4 milhões) e Flávio Bolsonaro (12,3 milhões), no Instagram; Luciana da Culinária (9 milhões) e Sikêra Jr. (5,6 milhões), no YouTube; Tiririca (7 milhões) e Lula (5,9 milhões), no TikTok; e MC Gui (11 milhões) e Adilson Barroso Bolsonarista (8,2 milhões), no Facebook.

Muitos dos candidatos bem posicionados nas redes também se destacam nas pesquisas eleitorais, como Lula e Flávio, na disputa presidencial, e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) na disputa para governos estaduais.

Outros nomes ganharam relevância na política ao explorar as redes sociais, como Nikolas, que mantém uma audiência cativa desde sua primeira eleição para deputado.

Os chamados outsiders mudam a cada eleição, mas o fenômeno não é novo. A estrategista política digital e doutora em comunicação Maria Carolina Lopes lembra que o senador Romário (sem partido) e o deputado federal Tiririca (PSD-CE) também aproveitaram a fama prévia para ganhar espaço na política.

“É a fatia dos candidatos que fazem outra coisa e aproveitam a fama multiplataforma, como nos casos de Tiririca e Romário, ou das redes em que trabalham, como no caso da Luciana da Culinária. É sempre um risco, porque pode simplesmente não se eleger e ainda perder seguidores”, afirma a especialista.

O Instagram aparece como a rede de maior apelo entre os candidatos à Presidência. Durante a campanha, Flávio Bolsonaro registrou o maior volume de interações, com mais de 41 milhões. Renan Santos aparece em seguida, com cerca de 30 milhões, à frente de Lula, com 29 milhões. O candidato do PL também lidera na mediana de interações na plataforma.

O petista, por sua vez, teve mais visualizações no Instagram, ou seja, seu conteúdo alcançou mais pessoas. Suas publicações ultrapassaram 655 milhões de visualizações no período, ante 567 milhões de Flávio e 468 milhões de Renan, ainda segundo a Tubular.

Para Maria Carolina, eleitores de esquerda são mais contidos ao compartilhar conteúdos e tendem a se proteger em suas bolhas. Já os eleitores de direita estão mais dispostos a interagir com as publicações de seus candidatos.

Lula foi quem mais investiu em seus perfis oficiais. Relatório de impulsionamentos da Meta, dona de Facebook e Instagram, mostra que o petista destinou R$ 6 milhões às redes sociais nos últimos 30 dias. Na sequência, aparecem Flávio Bolsonaro (R$ 997,5 mil), Ronaldo Caiado (R$ 374,9 mil) e Renan Santos (R$ 324,5 mil).

O impulsionamento está proibido de 2 a 5 de outubro e de 23 a 26 de outubro.

No Brasil, apenas as ferramentas da Meta permitem o patrocínio de publicações de cunho político-eleitoral. Outra funcionalidade bastante explorada, acrescenta Maria Carolina, é o cruzamento de conteúdos entre diferentes plataformas da empresa: “Você pode impulsionar um post cruzado para levar as pessoas do Instagram para o seu WhatsApp“.

Desde as eleições municipais de 2024, o TSE determinou que as redes sociais excluam de seus sistemas de recomendação, durante a campanha eleitoral, os perfis oficiais declarados pelos candidatos. Na prática, a medida restringiu a possibilidade de as plataformas exibirem o conteúdo de um candidato a usuários que não o seguem, a menos que haja pagamento para impulsionar as publicações.

Um dos efeitos da restrição foi o aumento da importância do Instagram nas campanhas. A plataforma já era um canal prioritário para os candidatos, mas, com a redução do alcance orgânico por meio dos sistemas de recomendação, o impulsionamento de conteúdo ganhou ainda mais peso.

Os gráficos abaixo mostram os candidatos com mais seguidores nas principais redes sociais:

Folha de São Paulo

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