Vice de Haddad, França defende Marcola, ex-assessor de Lula: ‘Extremamente idôneo’

O ex-governador e ex-ministro Márcio França, candidato a vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, saiu em defesa nesta quarta-feira, 19, de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-assessor de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conhecido como Marcola, ele deixou o cargo que tinha na campanha pela reeleição do petista depois de serem encontradas transferências bancárias para ele feitas pela lobista Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Lulinha e investigada no escândalo do INSS.
França disse que Marcola é uma pessoa “extremamente idônea” e disse que o lobby é regido por uma legislação muito frágil. “O Lulinha eu conheço muito pouco, mas o Marcola eu conheço e posso garantir que é uma pessoa extremamente idônea, hipersimples, humilde. Seria meio que impossível, nas condições em que ele vive e que ele tem, ter qualquer tipo de condição financeira diferente”, disse o ex-ministro do Empreendedorismo.
Nas investigações do escândalo do INSS, que apura os descontos indevidos nas folhas de pagamento dos aposentados e pensionistas, a Polícia Federal encontrou um depósito de 249. 000 reais de Luchsinger para Marcola, que é suspeita de ter feito lobby dentro do esquema, ao lado do empresário e filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de quem é amiga. Ele devolveu depois o dinheiro e disse que o valor era referente a um empréstimo já quitado.
Marcola se aproximou de Lula e do PT na época da Lava-Jato, quando o presidente estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. No atual mandato, ele organizava os encontros com o presidente, integrando o círculo íntimo de confiança de Lula.
França deu a declaração em evento no qual representou o titular da sua chapa, Fernando Haddad, na assinatura de um termo de cooperação das campanhas com a Justiça Eleitoral. Em entrevista coletiva, além de defender Marcola, ele também falou sobre a fragilidade da legislação sobre o lobby. A prática não é proibida por lei, mas não é regulamentada com clareza.
“Tem diversos profissionais que fazem lobby para todas as coisas possíveis. É legalizado isso. Eles fazem lobby no Brasil pra se aproximar de pessoas que têm influência, para tentar chegar com a sua ideia pronta para a pessoa que vai decidir. A regulamentação disso é frágil. Eles frequentam os ambientes de Brasília e aqui em São Paulo também”, disse França.
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