Zema faz campanha contra bets, mas Novo tem posição mais flexível sobre apostas

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) tem reforçado agendas com pessoas afetadas por vícios em bets e dito que, se eleito, vai proibi-las no Brasil. Mas o partido adotou posições mais flexíveis em relação às casas de apostas.
No início do ano, a bancada do Novo na Câmara dos Deputados apresentou um projeto para derrubar uma resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que restringiu o mercado preditivo, considerado pelo governo federal uma forma de aposta.
Segundo a gestão federal, era preciso fechar uma brecha para plataformas que tentavam oferecer apostas sobre eventos não econômicos. É o caso da Kalshi, que se coloca como mercado de predição e permite que os brasileiros apostem em eleições, por exemplo.
Um dos deputados que assinou o projeto, Luiz Lima (Novo-RJ), adotou posição ainda mais amena em relação às bets.
Em uma audiência na Comissão de Esportes da Câmara, ele disse ser favorável ao funcionamento das bets, mas levantou a preocupação do avanço da publicidade do mercado de apostas em jogos.
Em fevereiro, durante a votação do PL Antifacção, o Novo liberou a bancada na Câmara sobre destaques que tratavam da taxação das bets. Na época, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) chegou a dizer que já tinha sido contra o mercado de apostas, mas não concordava com aumento de impostos.
A postura de Zema, no entanto, tem sido mais firme contra a atuação das casas de apostas. Nos últimos dias, ele já teve dois compromissos de campanha com pessoas que enfrentam problemas com o vício em apostas.
Em um dos encontros com lideranças evangélicas, o candidato comparou o vício em bets ao consumo de cocaína.
Em nota, o Novo disse que não impõe diretriz partidária quanto às bets. “A decisão é de foro individual, respeitada a consciência de cada filiado”, disse.
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Folha de São Paulo



