Laranja vermelha? Conheça a 'falsa-sanguínea' que chama atenção pela cor


A laranja falsa-sanguínea chama atenção pelo nome, mas principalmente pela polpa vermelha. A cor mais intensa em relação a uma laranja comum ocorre por conta da presença do carotenoide chamado licopeno, o mesmo presente nos tomates, um agente antioxidante natural.
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Também conhecida como “Sanguínea de Mombuca”, a variedade foi selecionada a partir de uma mutação espontânea, possivelmente originada na região de Mombuca, em São Paulo, segundo o Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Após a identificação, ela foi introduzida no banco de germoplasma de citros do IAC. Segundo o próprio instituto, a falsa-sanguínea é precoce e tão produtiva quanto as laranjas claras, como a Pêra.
Apesar do nome, a falsa-sanguínea não faz parte da família das “laranjas sanguíneas”. Ela compõe o grupo das laranjas pigmentadas.
Apesar da polpa, sua casca é convencional
Marcos Fantin
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Segundo informações do IAC, enquanto as laranjas sanguíneas apresentam polpa e suco com coloração próxima à da beterraba por conta da alta presença de antocianina, as laranjas pigmentadas têm coloração intensa devido à presença do licopeno e de maiores teores de beta-caroteno. Essa variedade apresenta de 275% a 675% mais licopeno que a laranja Pêra, a mais consumida no Brasil.
Segundo Marinês Bastianel, pesquisadora do Centro de Citricultura, a variedade tem sabor doce e se destaca por uma curiosidade. “Apesar da sua cor avermelhada, o seu suco não é vermelho, é amarelo como uma variedade comum de laranja”.
Até por isso, explica a especialista, a falsa-sanguínea tem alta aplicação na indústria de sucos, sendo utilizada para dar sabor e cor. Além de ter características que favorecem a indústria, a Sanguínea de Mombuca tem apelo nutricional, complementa Bastianel.
Ainda de acordo com a especialista, raramente a variedade é encontrada em mercados e hortifrútis convencionais, mas é comum em plantações domésticas e fundos de quintal. A falsa-sanguínea não exige custo extra ou manejo diferente no pomar em relação às variedades convencionais.
Globo Rural



