Da fazenda aos gramados: as raízes rurais de quatro jogadores da Copa do Mundo


Os holofotes da Copa do Mundo costumam estar voltados para gols, títulos e cifras milionárias. Mas, entre os craques que disputarão o Mundial de 2026, alguns carregam uma ligação pouco conhecida com o campo – e não apenas o de futebol.
Antes de se tornarem estrelas internacionais, nomes como Luka Modrić e Erling Haaland conviveram com a rotina rural, seja ajudando no manejo de animais, trabalhando em propriedades agrícolas ou investindo na agropecuária fora das quatro linhas.
Em comum, eles têm histórias que mostram como a vida no campo ajudou a moldar trajetórias que hoje fazem sucesso nos maiores estádios do planeta.
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Erling Haaland (Noruega)
Foto do craque pilotando trator se tornou icônica na Noruega
Reprodução
Craque do Manchester City, o principal jogador da Noruega nasceu em Byrne, no distrito de Jæren, região com forte tradição agrícola. A convivência com a atividade agropecuária fez parte da sua juventude.
Mais jovem, Haaland guiou tratores na fazenda do tio, produtor de batatas. Segundo reportagem do The Guardian, uma foto do jogador pilotando uma dessas máquinas se tornou icônica na região. O veículo em questão é um Fordson Super Dexta, da década de 1960.
Postagens de Haaland bebendo leite de fazendas locais – que ele chama de “poção mágica” – ajudaram a impulsionar os laticínios locais (veja a postagem abaixo).
“Quando posso, tento relaxar minha mente. Por exemplo, estar no campo, guiar um trator ou alimentar vacas. Ainda não tenho vacas ou porcos, mas no futuro, tenho certeza que sim”, disse, segundo o site ge.globo.
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Luka Modrić (Croácia)
Luka Modrić, da Croácia e do Milan, cresceu em um pequeno vilarejo rural
AC Milan
A estrela da seleção croata cresceu no vilarejo de Modrići, uma pequena aldeia rural. A atividade que predominava na região era a criação de ovinos e caprinos.
O avô, que morreu durante a guerra, era pastor e criador de animais na região. Segundo uma reportagem da BBC, ele estava cuidando do rebanho quando foi assassinado. O futuro jogador tinha seis anos na época.
O jovem Luka ajudava o avô nas atividades rurais, e há imagens dele ainda criança conduzindo cabras. Quando o avô foi assinado, porém, a família teve de deixar a propriedade.
“Meu avô me ensinou a limpar a neve, empilhar feno, levar o rebanho para pastar. Eu cresci com animais. Me divertia puxando as ovelhas pelo rabo. Acho que foi ali que aprendi a jogar futebol, entre ovelhas e pedras”, disse o jogador ao Corriere Della Sera.
Aiden O’Neill (Austrália)
O australiano Aiden O’Neill, do New York City FC, trabalhou em fazendas e hoje cria gado
New York City FC
A Austrália é um dos maiores produtores de carne bovina do mundo. Não por acaso, a atividade faz parte também do dia a dia de jogadores da seleção nacional de futebol.
O meio-campista Aiden O’Neill possui uma propriedade rural de cerca de 70 hectares em New South Wales, onde mantém o rebanho bovino. Na juventude, o agora jogador trabalhou em fazendas da região.
Em entrevista ao site da Fifa, ele disse que a agropecuária é um hobby e também um investimento. “É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado”, comentou.
“É um lugar relativamente pequeno para os padrões australianos, com 170 acres. Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”
Gustavo Gómez (Paraguai)
Gustavo Gómez, da seleção paraguaia e do Palmeiras, possui uma fazenda no seu país
Cesar Greco/Palmeiras
Zagueiro do Paraguai e também do Palmeiras, Gómez mantém uma forte identificação com as tradições rurais e compartilha momentos ligados à vida no campo.
Em entrevista ao ge.globo, o atleta de 33 anos revelou que não gostava muito do interior, mas a influência de pessoas próximas despertou a paixão, tanto é que possui uma fazenda em San Juan Bautista, cidade localizada a 200 quilômetros de Assunção.
“O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E depois, a cada dia, eu fui conhecendo mais, fui aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também”, afirmou.
Globo Rural



