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Seguida por 3 milhões nas redes, Zabela foi expulsa de casa e se reergueu: ‘Sei onde quero chegar’

Nada mais valioso do que viver a sua verdade. Esse é o lema de Izabela Severo (28), conhecida nas redes sociais como Zabela. Acumulando mais de 3 milhões de seguidores, a jovem carioca faz sucesso com seu jeito sincero e sem filtro de levar a vida, mas tanta confiança demorou para ser construída. Criada por pais evangélicos, ela chegou a ser expulsa de casa ao se entender lésbica e umbandista. “Embora eu tenha nascido em um lar muito restrito em vários sentidos, sinto que isso acabou despertando ainda mais a minha curiosidade e a minha vontade de mudar. Sempre soube que eu era diferente e isso era tratado como algo errado, que não seria aceito”, relembra ela, em papo com CARAS.

O afastamento foi muito importante. Eu não ia forçar meus pais a me entenderem, assim como também não permitiria que eles me forçassem a caber em algo que eu não era. Eles entenderam que precisavam mudar, evoluir, e eu reconheço que tive muita sorte, porque sei que isso não acontece com todo mundo. Mesmo que meus pais nunca tivessem me acolhido, eu continuaria sendo quem eu sou”, explica a influenciadora, que se reconectou com a família.

O contato com a espiritualidade também foi crucial em todo o seu processo de autoconhecimento. “Foi fundamental para mim. Os espíritos, os conselhos que recebi, os aprendizados e, principalmente, a minha Pombagira. Eu sempre digo que Maria Mulambo é o grande amor da minha vida”, festeja Zabela, que hoje é mãe de santo de Umbanda. “Quando falamos de ancestralidade, estamos falando de força. É olhar para trás, reconhecer as pegadas de onde viemos, para conseguir entender para onde vamos. Para mim, a espiritualidade é isso”, define a influencer.

Antes de conseguir dar vazão à sua essência, a melhor companhia de Zabela era um caderno, onde escrevia todos os seus pensamentos. Assim nasceu o interesse pela comunicação. “Acho que, por ter vivido em um contexto no qual eu não podia falar tanto, porque tinha ideias muito diferentes e evitava muitos conflitos, a escrita virou um lugar de expressão”, sugere. As palavras antes escritas ganharam voz em vídeos que se tornaram virais pela internet. “As pessoas começaram a se reconhecer naquilo que eu falava, nas histórias que eu contava e nas experiências que eu dividia. Não é só sobre produzir conteúdo. É sobre perceber que a minha voz tem um valor”, conta a criadora de conteúdo, feliz por conseguir atingir tantas pessoas com as suas falas.

Em meio aos milhões de seguidores, ela tem contato com pessoas com histórias semelhantes às dela ou que pedem conselhos sobre a vida — quase como uma sessão de terapia. Apesar das trocas, ela faz um alerta: “Deixo algo muito claro para o meu público: eu faço terapia, mas eu não sou psicóloga. Eu venero muito os profissionais da saúde mental e da saúde como um todo. Eu costumo dizer que a terapia é a melhor e a pior coisa que eu já fiz na vida. A melhor, porque me transformou. A pior, porque é um processo de autoconhecimento muito profundo, e nem sempre é fácil encarar as nossas sombras”.

Quando o assunto é futuro e sonhos, Zabela é pragmática. Segundo ela, o maior de todos já foi realizado: poder ser quem ela é sem represálias. “Eu tenho uma tatuagem escrita ‘não se deprecie’, e esse sempre foi um sonho muito grande da minha vida: não me depreciar. Eu via isso, de fato, como um objetivo. Muito mais do que ter um carro, uma casa, dinheiro, fama, sucesso ou qualquer outra coisa. Às vezes, uma pessoa pode ter muito dinheiro, muitos bens, muitas conquistas materiais, mas não sabe quem é, para que nasceu, qual é o seu destino, o que veio fazer nessa terra. E eu sei o que vim fazer. Eu sei a minha missão nessa terra. Eu sei quem eu sou. Eu sei aonde quero chegar e eu sei de onde eu vim”, conclui a influenciadora


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