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Militante de esquerda confirma ameaças de morte a candidato a governador do RS

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Nos últimos dois anos, o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, recebeu seguidas ameaças de morte oriundas de um perfil que se identificava como de esquerda e postava mensagens de apoio ao presidente Lula. Ex-líder da oposição na Câmara, Zucco é um dos representantes do bolsonarismo no estado.

As ameaças partiam do endereço @cleomarsantos72400670. Algumas eram bem explícitas. Em setembro passado, quando Zucco anunciou a participação em um desfile em Porto Alegre, o internauta atacou: “Perdi a oportunidade de estourar a cabeça desse defensor de pedófilo, bolsonarista, safado”.

Depois, em outra ameaça, disse que iria “garantir” a ida do parlamentar “pro inferno”.

O Departamento de Polícia Legislativa da Câmara instaurou uma investigação e conseguiu identificar o autor. Trata-se de Cleomar dos Santos, funcionário de uma empresa que vende bolsas, 47 anos, morador de Novo Hamburgo (RS). Ele foi ouvido na  3ª Delegacia de Polícia do Rio Grande do Sul.

Com passagem por roubo pelo Presídio Central de Porto Alegre em 2003, Cleomar confirmou que utilizou sua conta na internet para ameaçar o deputado. As postagens, segundo ele, foram motivadas  por desentendimento político, já que ele se disse militante de “esquerda e do PT”.

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Cleomar afirmou que as ameaças ao deputado foram feitas “no calor da emoção” e negou que quisesse realmente fazer algum tipo de mau ao candidato. “Sobre a expressão ‘perdi a oportunidade de estourar a cabeça” , ele se mostrou arrependido e pediu perdão pela mensagem..

Depois das ameaças,  Zucco passou a viajar para Porto Alegre cercado por dois seguranças da Polícia Legislativa da Câmara. Os agentes acompanham o candidato dia e noite em eventos na capital e nas cidades do interior. Tenente-coronel do Exército, o deputado foi aconselhado a se proteger diante do acirramento da disputa que ainda sequer começou oficialmente.

Há algum tempo, as ameaças e tentativas de intimidação a políticos deixaram de ser tratadas como prováveis blefes, principalmente depois que, em 2018, Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro.

Mais recentemente, a deputada Carol Dartora (PT-PR) recebeu mensagens com ataques racistas. No ano passado, um estudante foi detido em São Mateus, no Espírito Santo, depois de ameaçar de morte o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pelas redes sociais.

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