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Após cirurgia de catarata, Galvão Bueno narrou primeiro jogo do Brasil na Copa; entenda a recuperação

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 marcou um momento simbólico para os torcedores. No empate por 1 a 1 contra Marrocos, no último sábado (13), no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, Galvão Bueno voltou a narrar uma partida do Brasil em Mundiais, desta vez pelo SBT, após deixar a TV Globo.

A transmissão também chamou atenção por acontecer poucas semanas depois de o narrador, de 75 anos, passar por cirurgias de catarata nos dois olhos. Os procedimentos foram realizados no início de maio e tiveram como objetivo melhorar sua qualidade visual antes da cobertura da Copa do Mundo.

Mesmo após as cirurgias, Galvão demonstrou estar totalmente recuperado durante a transmissão. Além de manter o estilo que o consagrou ao longo da carreira, voltou a repetir tradições marcantes, como chamar o Olodum antes da bola rolar, e protagonizou comentários bem-humorados e críticas durante a partida.

Logo no início da transmissão, o narrador criticou a estrutura destinada à equipe de televisão no MetLife Stadium.

“Em 14 anos de Copa, esse é o pior lugar que já fiquei.”

Ao longo da partida, também reclamou de decisões da arbitragem e fez observações sobre o comportamento da torcida brasileira presente no estádio.

“Vocês viram nessa imagem a imensa maioria de torcedores brasileiros que mantém um silêncio absoluto. Não pode ser assim. Custa tão caro um ingresso para assistir ao jogo… Vem pelo menos pra gritar.”

Recuperação costuma ser rápida

Segundo o oftalmologista Dr. Thiago Pizarro, a recuperação da cirurgia de catarata costuma ser bastante positiva, inclusive em pacientes na faixa dos 75 anos.

“A recuperação da cirurgia de catarata em pacientes na faixa dos 75 anos costuma ser bastante satisfatória e, na maioria dos casos, rápida. Atualmente, o procedimento é minimamente invasivo, realizado com anestesia local e através de microincisões, o que reduz significativamente o tempo de recuperação. Quando o paciente não apresenta outras doenças oculares associadas, a melhora visual já pode ser percebida nas primeiras 24 a 48 horas. A adaptação também tende a ser tranquila, principalmente porque a cirurgia devolve contraste, nitidez e qualidade visual que estavam comprometidos pela opacificação do cristalino.”

Catarata pode comprometer transmissões de TV

Antes do Mundial, Galvão explicou que decidiu realizar as cirurgias justamente para trabalhar com mais conforto durante as transmissões da Copa. A escolha faz sentido do ponto de vista médico.

De acordo com o especialista, a catarata interfere diretamente em atividades que exigem atenção constante aos detalhes, como acompanhar monitores e trabalhar sob iluminação intensa.

“Sem dúvida. A catarata compromete funções visuais muito importantes para atividades profissionais que exigem alta performance ocular, como leitura contínua de monitores, percepção de detalhes em tempo real e exposição prolongada à iluminação intensa de estúdio. O paciente passa a apresentar redução de sensibilidade ao contraste, aumento do ofuscamento, perda de definição das imagens e maior dificuldade de adaptação entre diferentes níveis de luminosidade. Em ambientes televisivos, por exemplo, onde há excesso de luz artificial, telas de alta intensidade e necessidade constante de foco dinâmico, esses sintomas se tornam ainda mais perceptíveis. Além do desconforto visual, isso pode gerar fadiga ocular importante e impactar diretamente o rendimento profissional.”

Por que as cirurgias foram feitas em dias diferentes?

Galvão foi operado em dois dias distintos, um olho de cada vez. Segundo o Dr. Thiago Pizarro, essa continua sendo a conduta mais adotada pelos especialistas.

“Sim. Embora existam situações específicas em que as duas cirurgias possam ser realizadas no mesmo dia, a conduta mais comum ainda é operar cada olho separadamente. Isso permite acompanhar a evolução do primeiro procedimento, avaliar a resposta inflamatória e a recuperação visual antes da cirurgia do segundo olho. Além disso, é uma estratégia que aumenta a segurança do paciente, reduzindo riscos simultâneos, principalmente infecciosos, ainda que sejam raros dentro da oftalmologia moderna.”

Envelhecimento é a principal causa, mas não a única

Embora seja uma condição frequentemente associada ao avanço da idade, a catarata também pode ser acelerada por outros fatores.

“A catarata está diretamente relacionada ao envelhecimento natural do cristalino, mas diversos fatores podem acelerar esse processo ao longo da vida. Entre os principais estão diabetes, tabagismo, exposição excessiva à radiação ultravioleta sem proteção adequada, uso prolongado de corticoides e doenças inflamatórias oculares. Além disso, algumas rotinas profissionais com exposição intensa à luz, calor ou radiação também podem contribuir para um desgaste visual mais precoce. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é fundamental para diagnóstico precoce e preservação da qualidade visual.”

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Dr. Thiago Pizarro, Cirurgião Oftalmologista (CRM 122433 SP – RQE 41199), CEO da Eu Não Nasci de Óculos, um centro de referência em oftalmologia completo, criador do Método Thiago Pizarro e CEO do Grupo Pizarro, é reconhecido por suas multiespecialidades acerca da Oftalmologia e por sua habilidade em cirurgias de alta complexidade, realizando mais de 65 mil procedimentos cirúrgicos bem-sucedidos ao longo de sua trajetória até aqui.Com todo o seu destaque no cenário nacional e com títulos de membro das academias americana e europeia de oftalmologia, o Dr. Thiago Pizarro é um líder que transforma vidas através de seus métodos e técnicas aprimoradas em prol de promover mais independência dos óculos aos seus pacientes.




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