Copa: Colômbia vence o Congo e se classifica no Grupo K – 24/06/2026 – Esporte

A Colômbia tentou 16 vezes, mas somente no 17º chute conseguiu marcar o gol que deu a vitória por 1 a 0 sobre a República Democrática do Congo na madrugada desta quarta-feira (24), pelo Grupo K da Copa do Mundo, no estádio Akron, em Guadalajara, no México.
O gol do lateral Muñoz deu a segunda vitória da seleção sul-americana no Mundial, o que a fez chegar a 6 pontos e assumir a liderança do grupo, dois pontos a mais que Portugal, que mais cedo goleou o Uzbequistão por 5 a 0.
Com 1 ponto, a República Democrática do Congo ainda tem chances de se classificar se vencer o Uzbequistão na última rodada, no sábado (27). No mesmo dia, colombianos e portugueses decidirão o líder do grupo.
O primeiro chute a gol do jogo foi da República Democrática do Congo, com o meia Kayembe, passando perto do gol de Vargas. E foi só no primeiro tempo.
A partir daquele momento, foi um domínio completo da Colômbia, atacando pelos dois lados do campo, fazendo tabelas dentro da área ou chutando de fora.
Somente no primeiro tempo, os sul-americanos chutaram 14 vezes e acertaram 6 no gol. Do outro lado, os congoleses finalizaram apenas 2 vezes, sem perigo.
A pressão colombiana, no entanto, não se transformou em gols. Foram várias as chances de marcar, mas o goleiro Mpasi esteve firme nas defesas de longe e de perto.
O lateral Muñoz perdeu uma ótima oportunidade logo aos 3min. Após ótima triangulação de Luis Suárez, Luis Díaz e Jhon Arias pela esquerda, a bola sobrou livre para Muñoz na direita. Ele chegou chutando com força e rasteiro, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.
No lance seguinte, Muñoz chegou a marcar de cabeça após rebote do goleiro, mas o juiz anulou a partida anotando impedimento.
A sequência foi de chutes de fora da área, com James Rodríguez, Mojica, Luis Díaz e Puerta, sempre bem defendidos pelo goleiro rival.
Somente depois da parada para hidratação que os congoleses adiantaram a marcação e tiraram os espaços que os colombianos tinham no meio de campo, acabando com o ímpeto inicial. O duelo ficou um pouco mais equilibrado, com algumas chegadas de ambos os lados do ataque, mas sem efetividade.
Os colombianos continuaram dominando no segundo tempo, embora os rivais africanos estivessem mais avançados e tentando chegar ao ataque, mas sem conseguir chutar. O único chute a gol da seleção africana foi aos 45min, em chute de fora da área de Mbuku.
Do outro lado, o atacante Luis Díaz chegou a marcar duas vezes, mas cometeu falta no primeiro lance e estava impedido no segundo, para frustração da torcida que lotou o estádio em Guadalajara.
Foi somente 30min que saiu o gol. Quintero passou na entrada da área para Córdoba, que fez o corta-luz e a bola sobrou no bico da área para Muñoz chutar forte. A bola bateu no bico da chuteira de Kapuadi e enganou o goleiro Mpasi.
A expectativa em Bogotá
Em Bogotá, não se caminhava um quarteirão nesta terça sem cruzar com uma pessoa vestindo a camisa da seleção colombiana. Há dois dias, a situação era parecida, mas por outro motivo.
A tricolor virou alvo de disputa política após Abelardo de la Espriella, eleito presidente no domingo (21), transformar o item em uma peça de campanha. Nesta terça, porém, ela era um símbolo de união em um país que se dividiu em dois na eleição mais disputada de sua história recente.
Verónica Giraldo, 25, vestia a camisa sem medo de ser confundida com apoiadores do ultradireitista, já que ela não o apoiou.
“Nós, que não nos sentimos representados por essa campanha, temos um certo receio de usá-la e nos confundirem com seus seguidores. Mas ainda é o símbolo da seleção”, afirma a auxiliar contábil. “Na hora do jogo, deixamos de lado a política para apoiar a seleção. Depois voltamos a brigar.”
Cachorros também vestiam a camisa amarela, e carros estavam ornados com a bandeira antes da partida, às 21h locais (23h de Brasília).
Para o vendedor José Lopez, a camisa tinha duplo significado. “Por um fervor patriota, a gente costuma vestir a camisa sempre que a seleção vai jogar”, afirma. Mas ele também acha que, “por muito tempo, sentimos que esta nação estava se perdendo, mas um candidato quis acolher as cores da bandeira.”
Sua expectativa, assim como a de todos os torcedores com os quais a reportagem falou, é chegar até as quartas de final. Resistir até a semifinal seria equivalente a ganhar o título.
“Isso seria fabuloso”, diz o aposentado Ernesto Córdoba. Ele acha que o maior desafio será enfrentar Portugal no próximo sábado (27). “Vai ser difícil, mas confiamos que vamos superar.”
Esporte / Folha de São Paulo



