Política

A ofensiva digital para emplacar projeto que equipara misoginia ao racismo

Às vésperas da análise do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo pela Câmara, o movimento Levante Mulheres Vivas aposta em uma mobilização digital para tentar emplacar a proposta no plenário da Casa nos próximos dias.

Já aprovado em grupo de trabalho, o texto pode ser apreciado pelo plenário da Câmara na próxima semana. A relatora Tabata Amaral faz alguns ajustes em seu parecer para tentar viabilizar o avanço da medida, que já passou pelo Senado, sem grandes dificuldades.

A ofensiva digital do Levante Mulheres Vivas permite a qualquer pessoa localizar seu deputado federal, iniciar uma conversa e apresentar argumentos para que a proposição seja aprovada e se torne uma nova lei.

A plataforma pode ser acessada no site do movimento (levantemulheresvivas.org). Após se registrarem, os internautas elaboram uma mensagem que será encaminhada para o e-mail dos parlamentares selecionados pelos remetentes.

Trata-se de um corpo a corpo virtual e individual, configurando uma pressão organizada, simultânea e difícil de ignorar.

“As mulheres não estão pedindo permissão para serem ouvidas, estão construindo os meios para que ninguém consiga silenciá-las”, afirma Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas.

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